Síntese de uma realidade insuportável

Legenda: Como sabe o leitor, a cada nova legislatura, desponta no Congresso Nacional, nas assembleias estaduais e nas câmaras de vereadores, uma nova cleptocracia disposta a tudo
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em grande parte, as dificuldades cotidianas enfrentadas pela imensa maioria de brasileiros são meras consequências do escárnio da política nacional. São consequências porque a política brasileira é regida por um princípio de esperteza e oportunismo secular, em que tudo implica: proveito eleitoral, incoerência ideológica e impunidade geral. 

Como sabe o leitor, a cada nova legislatura, desponta no Congresso Nacional, nas assembleias estaduais e nas câmaras de vereadores, uma nova cleptocracia disposta a tudo: a corromper e ser corrompida; a roubar e deixar roubar; a burlar a Constituição e criar leis de blindagem ou de autoproteção para si próprios.

Desse modo, eles, os eleitos, vão formando uma nova oclocracia institucional e parasitária que se firma no poder aparelhando estatais e órgãos públicos, os quais vão sendo desviados das suas finalidades, diante da omissão genérica e da frouxidão das autoridades fiscalizadoras.  

A consequência disso é bastante conhecida: o Estado passa a gastar muito mais do que arrecada, deixando de atender as demandas mais básicas do contribuinte e atuando como um complexo claustrofóbico e repressor sobre a sociedade coagida e subalterna a um grupo muito coeso de políticos larápios, que também se fortalecem, mentindo, fraudando, corrompendo e cooptando os apoios dos adversários a qualquer custo moral. Eis, em síntese, um fragmento da realidade que empobrece a Nação brasileira e envergonha a sociedade.  

Como nos livrar?    

O escritor Flaubert, acusado de atentar contra os bons costumes, livrou-se da justiça francesa graças às intervenções da princesa Mathilde, prima do imperador; o poeta Charles Baudelaire (um dos meus referentes) livrou-se das condenações judiciais por atentar contra a moral de uma sociedade pervertida, graças ao prestígio e as seduções da senhora Sabatier, amiga íntima dos ministros da Corte francesa; Lula e tantos outros criminosos renitentes e empedernidos, livraram-se dos cárceres, graças aos obséquios muito suspeitos do STF. 

E nós, povo brasileiro, como podemos nos livrar de certos ministros daquela Corte, alguns já denunciados por práticas criminosas? Como podemos nos livrar desse armagedon midiático da imprensa, que dá espaço em cadeia nacional para um político vigarista e corrupto denegrir o trabalho sério de médicos respeitáveis e de pessoas honestas, decentes e honradas que defendem o tratamento inicial ou precoce com a medicação eficaz de combate pandêmico?  

Eu encontrei um modo de me livrar desses circos mambembes insuportáveis, montados para exibicionismo de meia dúzia de hienas com mandatos senatoriais, unicamente para atingir o governo do presidente Bolsonaro: desligo a TV ou mudo para o canal dos animais reais.   

Quem me dará uma chance de depor naquela CPI?

Tivesse eu a chance de externar a minha indignação naquele teatro da CPI, diria aos suspeitíssimos inquisidores: O comando dessa famigerada CPI está nas mãos criminosas de uma súcia de salteadores federais travestidos de salvadores de vidas.  

Diria mais: eu e parte da minha família nos curamos da Covid em menos de 5 dias, tomando: Ivermectina, Hidroxicloroquina, Azitromicina, Vitamina D e Zinco, medicação eficaz prescrita pelo médico-infectologista de nossa confiança: Dr. Anastácio Queiroz, nome que deve ser pronunciado com parcimônia e respeito.  

E encarando aquelas figuras repugnantes da CPI, eu concluiria dizendo: Eu, Ruy Câmara, no gozo pleno de todas as minhas faculdades intelectuais, não aceito ser vacinado contra a Covid, nem mesmo sob tortura. Prefiro me manter imune pelo contágio direto que tive com o vírus, do que correr riscos de um contágio artificial através de certas vacinas sem eficácia comprovada. Entendo que, entre enfrentar o vírus com suas variantes e correr o risco de infiltrar no meu corpo uma vacina na qual não confio minimamente, seria tão arriscado para mim, quanto saltar de uma varanda bem alta, para escapar de um incêndio.  

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.