O que é fake news para os seres iluminados do STF?

Plenário do STF
Legenda: As recentes decisões tomadas em nome do TSE e do STF constituem uma afronta proposital à Constituição Federal
Foto: Agência Brasil

O TSE, repartição pública que tem o dever de cuidar das eleições no Brasil, vem se comportando, na gestão do ministro Roberto Barroso, como mero braço ancilar do STF, essa outra repartição pública que tem a missão primordial de zelar pela Constituição do nosso País, mas que, de uns tempo para cá, se arvorou no arbítrio de determinar o que é ou não democracia; que lei vale para uns e para outros não; podendo inclusive determinar o que a sociedade deve aceitar, fazer ou se abster de criticar.

Os recentes conflitos políticos envolvendo as inconfiáveis urnas eletrônicas e o famigerado inquérito das fake News, unificaram em despropósitos essas duas repartições públicas, ambas mantidas na opulência pelo contribuinte aviltado e desrespeitado, não para perseguir, amordaçar ou privar as liberdades de quem apoia o Presidente Bolsonaro, mas para garantir a todos, e a cada um, os seus direitos fundamentais.

Tanto é verdade que TSE e STF de forma inédita e arbitrária, inovam em suas atribuições e, de forma inconstitucional, resolveram juntos perseguir e punir com os rigores da ilegalidade que suas capas-pretas acobertam, os mais visíveis formadores de opiniões que repudiam as constantes intromissões monocráticas de ministros do STF nos demais poderes, bem como certas decisões que são validadas ou anuladas pelo pleno daquelas cortes.

As recentes decisões tomadas em nome do TSE e do STF constituem uma afronta proposital à Constituição Federal, no seu Art. 220, quando mandam o Youtube e outras plataformas da web derrubarem ou desmonetizarem os canais de alguns formadores de opinião que apoiam o governo Bolsonaro. Eis o que determina o Art.220 da CF:

"§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

No entanto, derrubaram canais com centenas de conteúdos por conta de um ou outro vídeo que critica decisões do STF ou que contraria a opinião pessoal de um ou outro ministro.

Isso prova que, nesses tempos de truculência judicial, a liberdade de expressão, o livre pensamento, o direito de manifestação e o posicionamento político ou ideológico contrários, passaram a ser considerados crimes aos olhos dos neo-tiranos de toga.

A pergunta é: o que é mesmo “Fake News” para os seres iluminados do STF? Sem dúvida, é tudo o que contraria a opinião deles. É tudo o que afronta suas pretensas soberanias. Confundem propositadamente suas opiniões pessoais com a norma legal, que deve valer para todos, inclusive para eles próprios.

Pelo que estamos testemunhando, cabe tudo dentro do arbitrário inquérito das fake News: censura, mordaça, quebra se sigilos, invasão dos lares, buscas e apreensões e até mesmo a prisão sem que o acusado tenha acesso ao conteúdo acusatório, sem direito à defesa ampla e irrestrita, sem condenação por tribunal legalmente constituído e até mesmo sem o devido processo legal transitado em julgado, como jurisprudenciou recentemente o pleno do próprio STF, a pretexto de livrar o bandido LULA da cadeia.

Não há dúvida de que, com a conivência irresponsável da grande mídia nacional e com a subserviência de uma reca de parlamentares corruptos que estão acobertados e aguardando a prescrição dos seus crimes no STF, o Brasil vai se dobrando covardemente diante dessa perigosíssima travessia da DEMOCRACIA para a DITADURA DA TOGA.

O Estado, desde a sua fundação, existe e é mantido pela sociedade para proteger e defender os indivíduos contra o poder absoluto que funda o Estado autoritário. Mas, indiferentes ao cerceamento das liberdades e aos riscos que corremos diante de tantos ultrajes às leis do país, os grandes conglomerados midiáticos do país, inconformados com os cortes de verbas estatais, atacam o presidente Bolsonaro 24h por dia, e parte do Congresso Nacional vem se ocupado diuturnamente na tarefa desprezível de sabotar todas as ações governamentais.

É prudente admitir que a contradição vem fazendo regra no STF, tanto que a fantasiosa defesa da democracia ensejou o arbítrio, a tirania e a perseguição judicial de cidadãos que discrepam politicamente de dois ou três togados.

A mais retumbante mentira é acusar o Presidente Bolsonaro de ameaçar a democracia enquanto critica de forma localizada as intromissões nos poderes e os atos de violência de dois ministros contra as liberdades do cidadão. E quantas vezes vimos o presidente desafiando seus algozes a apontarem um único ato seu que tenha colocado em risco a democracia brasileira ou mesmo um ato em desobediência à Constituição.

Mas, para uma parte dessa mídia venal, exigir obediência à Constituição é o mesmo que atentar contra a democracia. Ora, leitores, simulacro de democracia é interpretá-la a seu modo, subvertendo as leis de acordo com seus interesses e compromissos inconfessáveis.

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.