Centro de Ciências Agrárias da UFC

Ao completar 103 de existência, CCA revela números extraordinários com a formação de 10.200 graduados, além de 3.000 mestres e 500 doutores

Foto da fachada do Centro de Ciências Agrárias da UFC, em Fortaleza
Legenda: O Centro de Ciências Agrárias da UFC oferece seis cursos de graduação, dez cursos de mestrado e oito cursos de doutorado
Foto: Assessoria de Comunicação da UFC

Justamente na data em que se comemora o Dia Nacional da Conservação do Solo, 15 de abril, os profissionais da área agronômica lançam seus olhares sobre uma instituição que, há 103 anos, vem engrandecendo a agronomia no estado do Ceará. Estamos nos referindo ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará que nasceu da pioneira Escola de Agronomia. Uma trajetória gloriosa que conta a história da pesquisa, do avanço da assistência técnica e do aperfeiçoamento das atividades no campo, além é claro, da formação de grandes e ilustres profissionais da agronomia.

A partir da década de 60 veio a internacionalização. Através de um convênio com a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, muitos professores da área das ciências agrárias puderam fazer mestrado e doutorado naquele país. Isso foi o suficiente para impulsionar a Escola de Agronomia e a própria UFC a um outro patamar de excelência.

Da tradição, quando surgiu em 1918 como Escola de Agronomia do Ceará, à modernidade do Centro de Ciências Agrárias. Atualmente, o CCA oferece seis cursos de graduação: Agronomia, Economia Ecológica, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Pesca, Gestão de Políticas Públicas e Zootecnia. São 10 cursos de mestrado e 8 cursos de doutorado. O CCA está formando mestres e doutores nos cursos de Mestrado Acadêmico e Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas, Economia Rural; Biotecnologia de Recursos Naturais; Ciência do Solo; Ciência e Tecnologia de Alimentos; Engenharia Agrícola; Engenharia de Pesca; Fitotecnia e Zootecnia. 

“Nossos cursos de graduação e pós-graduação estão fortemente consolidados com a formação de recursos humanos e atividades de pesquisa de alta qualidade, balizados pelos resultados da avaliação externa feita pelo MEC e pela Capes”, diz a professora Sônia Maria Pinheiro de Oliveira que é diretora do Centro de Ciências Agrárias da UFC desde junho de 2016. Os números revelam a grandeza do CCA da Universidade Federal do Ceará. Ele já formou cerca de 10.200 graduados, além de 3.000 mestres e 500 doutores. Outro dado importante é que o CCA se destaca também como unidade acadêmica da UFC com mais patentes registradas. 

“No último ano, 2020, tivemos como destaque o nome da professora Sueli Rodrigues, docente do Departamento de Engenharia de Alimentos do CCA/UFC no rank dos cientistas mais influentes no mundo atualmente e, outro destaque, que honra a todos os que fizeram e fazem o CCA, foi a outorga do Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa honraria concedida pela Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado do Ceará e Comitê Estadual de Reserva da Biosfera da Caatinga”, reforça a diretora do CCA.

Agrônomos homenageiam o CCA

A associação dos Engenheiros Agrônomos do Ceará fez um reconhecimento à importância do Centro de Ciências Agrárias da UFC para a agronomia, não apenas no Ceará, mas no Brasil. “Desde a concepção desta conceituada e respeitada profissão, regulamentada pelo decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933, pelo então Presidente Getúlio Vargas, foi atribuído ao engenheiro agrônomo o nobre mister de levar ao homem rural tudo que diz respeito às ciências agrárias, com amplo espectro, envolvendo agricultura, pecuária e meio ambiente. Essa gama de atributos leva-nos conceber ser o agrônomo o grande responsável pela produção de alimentos de origem animal e vegetal, contextualizada no respeito ao meio ambiente, à biodiversidade, à vida”, pontuou o presidente da AEAC e Vice-presidente para o Nordeste da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, Engenheiro Agrônomo José Flávio Barreto de Melo.

Foto dos engenheiros Flávio Barreto e Francisco de Assis Melo Lima
Legenda: Presidente da AEAC, Eng. Agrônomo Flávio Barreto, participou da solenidade do centenário do CCA ao lado do ex-diretor do Centro de Ciências Agrárias, Francisco de Assis Melo Lima
Foto: Arquivo pessoal

Segundo Flávio Barreto, que também é membro da Academia Cearense de Engenharia, nos dias atuais, a agronomia para firmar-se no contexto mundial prepondera a cobrança pela permanente inovação e tecnologia requerendo do profissional constante sintonia com os novos tempos, a Agricultura 4.0, não esquecendo a assistência técnica, a extensão rural, o cooperativismo e o associativismo, práticas antigas, porém ainda contemporâneas. “O reverenciado ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues disse sabiamente e aqui reproduzimos: Agro é paz, barriga cheia não gera guerra”, completou o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Ceará.

A Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará (AEAC) finaliza sua homenagem reconhecendo o CCA como uma “galeria de grandes mestres e onde destacaram-se proeminentes colegas que, observando os princípios do empreendedorismo, da inovação tecnológica, da coordenação público-privada e da sustentabilidade prestaram serviços proeminentes no passado para o desenvolvimento da nossa agricultura, exemplos para os de hoje que promovem a revolução do agronegócio brasileiro, destaque mundial, alimentando a humanidade e desenvolvendo o Brasil”, disse Flávio Barreto.