Nascimento de filha de Tatá Werneck viraliza e prova o desejo de "fazer parte" da vida dos famosos

Atriz e comediante compartilhou o nascimento da primeira filha nas redes sociais e virou o assunto da semana. Como nos apropriamos da rotina de alguém tão distante?

Clara Maria
Chegada de Clara Maria foi celebrada (e comentada) nas redes sociais Divulgação

Sentir-se parte da vida cotidiana de personalidades da TV e do cinema tem sido algo comum desde uma eternidade. Mesmo assim, tudo tem ganhado novas proporções. Na última semana, um exemplo: nascimento da filha de Tatá Werneck e Rafael Vitti, primeiras imagens divulgadas, escolha do nome, etc. De repente, comentários nas redes sociais e manchetes foram vistas em uma frequência absurda. Se você está lendo este texto, provavelmente já deve saber de todos os detalhes do acontecimento. O ponto não é bem esse.

A pequena Clara Maria ganhou elogios pelo sorriso encantador - algo incomum entre bebês tão pequenos, diga-se de passagem -  e ainda se tornou “meme” pelas mãos da própria progenitora. Para o bem ou para o mal, por que nos sentimos tão íntimos de artistas?

Nascimentos, em geral, mobilizam. Tatá, por exemplo, anunciou a gravidez ainda no começo desse ano e, como sempre, compartilhou os momentos nas redes sociais com um humor que já é marca registrada dela mesma. Uma expectativa grande em torno do parto virou quase uma corrente entre as brincadeiras de que a atriz teve a gestação mais prolongada da história deste país. Alô, Sabrina Sato, roubaram o seu posto!

Agora, após o nascimento, a atriz compartilhou pelo menos nove publicações no Instagram - até a última contagem feita por esta coluna - e a criança é a nova queridinha por lá. Olhinhos fechados e as comparações com o pai ou a mãe são as postagens mais curtidas, inclusive. No Twitter, a mobilização foi de espera para saber do nome da menina, divulgado por uma Tatá confusa ainda essa semana. Se a vida da filha dela é "tão nossa", isso acontece porque as redes aproximam. Criam uma sensação de conhecer o outro, ainda que ele seja alguém com o qual dificilmente esbarrarei algum dia. Esticando bastante, talvez seja um bônus da vida em sociedade, como já estudou Aristóteles, não é mesmo?

Difícil fugir da afirmativa de que “fazer parte” traz boas sensações. De um lado, se proliferam os comentários dos ditos desinteressados. Do outro, chovem vibrações pelo próximo passo de atores, atrizes, cantores, apresentadores. Acompanhar a rotina dessas pessoas “inalcançáveis” foi ficando, pouco a pouco, uma tarefa mais fácil. No fim das contas, é questão da humanidade: o desejo de saber mais dos outros é quase uma verdade universal. Longe dessa reflexão, por aqui confesso continuar caçando fotos engraçadinhas da criança mais famosa do momento e me sentindo minimamente inclusa nessa família.