Mesmo sob pressão de prefeitos, secretário da Saúde mantém palavra sobre seleção pública

À revelia de pressões de alguns prefeitos, a Secretaria da Saúde (Sesa) não apenas reabriu, ontem, as inscrições de seleção pública para preenchimento de cargos de gestão nos consórcios públicos de saúde do Estado, mas também ampliou o número de vagas ofertadas. O calendário previsto para o processo seletivo havia sido suspenso no último dia 8, sob questionamentos de gestores municipais que presidem consórcios. Após um grupo de prefeitos ter saído visivelmente incomodado da sede da Sesa, na Capital, na última semana, por conta da espera por uma reunião com o secretário Dr. Cabeto que não ocorreu, este, porém, cumpriu sua palavra em relação à querela: disse que não recuaria da seleção, e assim o fez. 

Antes, estavam previstas 258 oportunidades, divididas entre cadastro de reserva e efetivas. Agora, com as alterações feitas no edital, a quantidade de vagas aumentou para 430, sendo 86 efetivas e 344 para cadastro de reserva. A postura de Cabeto, com aval do governador Camilo Santana (PT), demonstra empenho em mais um passo da difícil tarefa de implementação de um plano complexo de reestruturação do setor com foco no aumento da eficiência, mas será necessário mais diálogo se quiser ir adiante. As insatisfações não parecem ter cessado.

Aposentando

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem 274 processos para julgar nesta semana no plenário virtual. Destes casos, 203 são solicitações envolvendo aposentadoria. O novo modelo de julgamento é uma tentativa do órgão para agilizar a baixa de processos que inclui assuntos relacionados ao Governo do Estado e prefeituras no interior cearense – e, se bem executado, tem potencial para isso. A ideia é julgar no plenário virtual os casos de menor relevância.

Foco nas bases

A movimentação entre vereadores da base aliada ao prefeito Roberto Cláudio (PDT) tem se voltado mesmo às bases, dizem parlamentares. Apesar de estarem preocupados com as migrações partidárias, o entendimento é de que esta discussão deve ganhar força a partir de fevereiro. Por enquanto, em pleno recesso, o mais importante tem sido trabalhar para conquistar votos nos diferentes territórios de Fortaleza.

Polêmica de volta?

A retomada de atividades na Assembleia Legislativa em fevereiro deve trazer de volta uma polêmica que se prolongou durante o último ano. Em 2019, Renato Roseno (Psol) tentou destacar para votação nominal, em pelo menos cinco oportunidades, requerimento que cobra visita técnica dos parlamentares às obras do Acquario Ceará, paralisadas desde 2015. Em todas as investidas, a sessão foi derrubada por falta de quórum, após manobra da base.</MC> O pedido é por uma visita técnica com foco nas arboviroses que se proliferam no período chuvoso – e uma obra abandonada pode contribuir para isso. E agora, governistas?

Cadê respostas?

Só para lembrar: em novembro do ano passado, quase um mês após a tragédia do desabamento do Edifício Andréa, em Fortaleza, foi expressiva, em reuniões e discursos, a mobilização de parlamentares em diferentes instâncias do Legislativo em torno da construção de alternativas às falhas de aplicação da Lei de Inspeção Predial. Onde estão as respostas práticas ao problema?

* Equipe de Política redigiu a coluna.