Vulcabrás fará no Ceará tênis com zero carbono

A empresa já comprou energia do parque eólico Rio dos Ventos, um dos maiores do mundo, que a Casa dos Ventos, de Mário Araripe, instala no RN. E mais: Na festa da Fiec, Luís Girão rouba a cena

Foto: Marcelo Biscola

Informa a Vulcabrás Azalea, que tem fábrica de calçados esportivos no Ceará: 

A partir de 2022, todos os tênis Olympikus e das demais marcas da Vulcabrás serão produzidos com energia 100% limpa, ou seja, com emissão zero de CO2, gerada pelo Rio dos Ventos, um dos maiores parques eólicos do mundo, em implantação no vizinho Rio Grande do Norte pela Casa dos Ventos, empresa controlada pelo cearense Mário Araripe.

Esse parque eólico começará a gerar energia ainda neste ano.

A Vulcabrás Azalea lançou nesta semana, nas redes sociais, um vídeo no qual, com imagens das turbinas já instaladas e em operação no Rio dos Ventos, renova seu compromisso com os objetivos ESG de governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês.

Também já assinaram contrato de compra da energia a ser gerada pelo Rio dos Ventos as empresas Grendene, Baterias Moura, Tivit e Anglo American.

NA FESTA DA FIEC, LUÍS GIRÃO ROUBA A CENA

Sob um ereto e frondoso pé de castanhola, iluminado por fachos de luz que ressaltavam seus belos e longos galhos enfolhados, os 200 convidados para a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Industrial, realizada ontem à noite no La Maison Dunas, testemunharam o amor familiar dos dois homenageados – os empresários Ivan Bezerra Filho e Luís Prata Girão.

Antes de falarem, ambos ouviram – sob respeitoso silêncio da plateia, na qual estava a secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, representando o governador Camilo Santana – o discurso de saudação que o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, lhes transmitiu, enaltecendo as qualidades pessoais e de empreendedores de cada um. 

Em seguida, já condecorados, falaram os homenageados. 

Ivan Filho fez questão de dizer que foi seu pai, Ivan Bezerra, juazeirense como ele, que o apresentou à virtude do trabalho, ao qual se dedica desde os 11 anos de idade.

Tanta admiração e amor ao pai fê-lo descer do palco e caminhar até a mesa em que ele se encontrava, abraçando-o e beijando-o sob aplausos.

Depois, foi a vez de Luís Girão. “Meus filhos escreveram um discurso para eu ler, mas vou falar com o coração”. 

Ato conínuo, deixou o papel da formalidade no bolso do paletó e, durante 20 minutos, prendeu a atenção de todos, contando sua história, que, como a de Ivan Filho, começou também em tenra idade e sob a severa vigilância paterna.

Começou dizendo que, ainda menino, nos anos 50 do Século passado, passou a frequentar a Fiec, citando seus presidentes um por um.

E confessou que foi José Flávio Costa Lima, “que discursava em alemão”, quem abriu o Centro Industrial do Ceará (CIC) “para os jovens empresários, como Beni Veras, que tinha ideias avançadas, Tasso Jereissati e Amarílio Macedo. 

“Foi do CIC que saiu a turma que mudou o Ceará!”, disse Luís Girão. 

Antes de fundar a empresa que é hoje líder do mercado de lacticínios do Nordeste – a Betânia Lácteos – ele tentou várias alternativas, logo descobrindo que a agropecuária era sua vocação, dedicando-se inteiramente a ela.

Mas seu sucesso como empresário e chefe de família teve a cumplicidade e o apoio de sua saudosa mulher, Gládia, que “foi o maior presente que recebi de Deus”. Sem ela e sem os filhos Bruno e Davi, que hoje comandam a Betânia, “eu não estaria aqui”. 

Gládia – rememorou ele – foi quem mandou os filhos para Boston, onde estudaram e se graduaram “sob o frio e a neve”. Foi ela, também, quem sempre deu ordem e rumo à família, que cresceu e permanece “sob as bençãos de Deus”.
 
Girão lembrou que foi deputado federal e, durante o seu mandato, aprendeu em Brasília o que era bom, livrando-se das muitas oportunidades de aprender o mal. Essa opção – disse ele – foi produto da dura e perfeita educação que recebeu do pai, também Luís, em Maranguape. 

Sempre interrompido por aplausos, Luís Girão fez gargalhar o auditório ao contar o seguinte:

“O primeiro telefone celular que o (deputado) Zé Dirceu (do PT, que viria a tornar-se anos depois Chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula) fui eu quem deu”.

No fim do seu disruptivo pronunciamento, Luís Girão foi aplaudido, sendo que uma parte dos presentes fê-lo de pé.