Itaueira e Samaria Camarões exportarão para os EUA

Empresas nordestinas da carcinicultura, organizadas em pool, já têm ajuda do Itamarati e do Ministério da Agricultura para abrir mercados na Europa e na Ásia, incluindo China e Vietnã.

A cearense Itaueira Agropecuária, que produz camarão no Rio Grande do Norte, tornou-se parceira de empresas potiguares da carcinicultura que estão prestes a iniciar exportação para o mercado dos Estados Unidos. Outros grupos, já organizados, estão fazendo a mesma coisa.

O grupo do qual faz parte a Itaueira pretende exportar 250 toneladas por mês de camarão fresco processado, congelado e embalado.

O empresário Tom Prado, CEO da empresa cearense, cuja fazenda de criação de camarão localiza-se no município de Ipanguaçu, no Oeste do Rio Grande do Norte, disse à coluna que o esforço exportador de hoje significa um movimento de retorno ao mercado externo, “que deverá ser consolidado ao longo dos próximos meses”.

O grupo de empresas carcinicultoras do qual faz parte a Itaueira iniciará a exportação usando até 20% da produção de cada uma, “como uma providência para observar o comportamento e a tendência do mercado importador”, explicou Prado.

Mais adiante, as vendas deverão crescer e ter como destino não apenas os Estados Unidos, mas também países da Ásia -- a China e o Vietnã no meio -- para o que o Ministério da Agricultura e o de Relações Exteriores estão prestando permanente assessoria.

Os dois ministérios estão, também, mobilizados junto à cúpula da União Europeia, cujos governos ainda mantêm uma política de taxação sobre produtos da agropecuária brasileira e latino-americana, incluindo o camarão e as frutas.

Tom Prado revelou que o grupo a que está integrado a Itaueira –  constituído de oito empresas, todas associadas à Camarão BR, entidade que reúne os maiores criadores do País, presidida pelo cearense Cristiano Maia – está prestes a iniciar os embarques de camarão, tendo como destino um dos maiores mercados consumidores do mundo – o dos Estados Unidos.

O camarão a ser exportado está sendo embalado com a marca “Brazilian Shrimp” – versão inglesa para Camarão BR.

Tom Prado mantém os pés no chão, mas está otimista em relação ao futuro próximo das exportações brasileiras de camarão.

Por sua vez, o empresário Cristiano Maia, cujo grupo de empresas controla também a Samaria Camarões, confirmou à coluna nesta quarta-feira, 9, que está finalizando negociações com uma grande empresa norte-americana importadora de camarão, estimando que, no segundo semestre, comecará a embarcar seu camarão para os EUA, com o que retomará suas vendas externas.

Quando ao mercado europeu, Cristiano Maia disse que os entendimentos com a União Europeia prosseguem, agora com o apoio do Itamaraty e do Ministério da Agricultura.

 



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