Complexo de Aquiraz terá startup com tecnologia inédita no mundo

Quatro startups aderiram ao projeto do Complexo Empresarial. Uma delas fará previsão de vento no curto prazo para utilização por empresas geradoras de energia eólica. E mais: 1) Volta o Agropacto; 2) Senai-Ceará faz do presídio uma escola; 3) Algodão: indústria têxtil em dificuldade

Exclusivo! Com uma grande novidade, deu partida ontem o projeto do Complexo Empresarial da Primeira Capital, que se implantará em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza: quatro startups revelaram ao prefeito municipal, Bruno Gonçalves, total interesse de participar do empreendimento.

Duas dessas startups, cuja identidade não pode ser agora revelada por causa de um contrato de confidencialidade, “serão a maior Inovação do agronegócio do planeta nos últimos 100 anos, pois detêm tecnologia de causar inveja a cientistas japoneses, chineses, norte-americanos, coreanos e israelenses”, como disse à coluna o empresário do setor químico José Dias, que lidera o grupo de mais de 30 empresas que aderiam ao projeto, 10 das quais o fizeram nas últimas 48 horas, logo após esta coluna divulgar a notícia segunda-feira, 5.

José Dias adiantou, porém, que “se trata de um projeto revolucionário para a produção de fertilizantes e defensivos agrícolas biológicos, aplicados em parceria com outra startup que utiliza rede de drones locados em todos os países do mundo”.

Ele também antecipou os objetivos das duas outras startups:

“A primeira delas é de desenvolvimento de software de precisão de geração solar fotovoltaica em áreas urbanas.

“A segunda startup é também de desenvolvimento de software, porém para a previsão de vento no curto prazo para utilização por empresas geradoras de energia eólica."

É por esta razão que o engenheiro Adão Linhares, secretário Executivo de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará, passou a admitir a possibilidade de a sede municipal de Aquiraz tornar-se a primeira cidade brasileira 100% abastecida por energias renováveis, a começar de seus prédios públicos.

Linhares também considera que Aquiraz poderá ser um Polo Tecnológico de Inovação de referência nacional, nos mesmos moldes de São José dos Campos, em São Paulo, onde se situa o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Na reunião de apresentação do Complexo Empresarial da Primeira Capital (Aquiraz foi a primeira capital do Ceará), o prefeito Bruno Gonçalves e todos os seus secretários ouviram com atenção a apresentação do empreendimento e, mais atentos ainda, as informações sobre os investimentos que pretende fazer, no curto prazo, cada uma das empresas industriais e comerciais e startups, a partir de quando estiver formalizado e localizado o empreendimento.

O prefeito Bruno Gonçalves revelou ao grupo empreendedor que, para a localização do projeto, há três opções de terreno: uma área próxima à rodovia BR 116, outra muito próxima à CE 040 e uma terceira opção, que necessitará de obras de acesso rodoviário. 

Também anunciou o prefeito a criação de um Grupo de Trabalho, do qual participarão pessoas indicadas pelas empresas empreendedoras, o qual, “no menor espaço de tempo possível”, desenvolverá estudos e providências para a viabilidade do Complexo Empresarial de Aquiraz.

A relação das 30 primeiras empresas do Complexo Empresarial da Primeira Capital com as áreas de terreno que cada uma necessitará para sua instalação, além do número de empregos que criarão, foi entregue ao prefeito Bruno Gonçalves.

ENERGIA EÓLICA CRESCE NO BRASIL  

Segundo o Canal Energia, plataforma especializada nos temas energéticos, a matriz energética brasileira fechou o primeiro semestre deste ano com potência adicional de 1,78 mil MW, dos quais 1,42 mil MW oriundos da geração eólica.

Somente no mês de junho passado, foram acrescentados 407,2 MW, sendo 284,4 MW gerados por parques eólicos.

ALGODÃO TRAZ DIFICULDADE PARA INDÚSTRIA

Quando sobe a cotação do dólar, sobe junto o preço do algodão. Quando aquela cai, este também cai.

Na safra 2020/21, cujos embarques foram encerrados no recente mês de junho, o Brasil exportou 2,41 milhão de toneladas.

Como os preços do milho e da soja ficaram, no mercado externo, mais vantajosos do que os do algodão, a área cultivada desse “ouro branco” reduziu-se em 17%, segundo informa o cearense o Armando Benevides Filho, coordenador de Algodão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT).

Para agravar o quadro da cotonicultura, faltou chuva e sobrou geada, pelo que se prevê para a presente safra uma quebra de até 19% em relação à de 2019/2020, que foi de 3 milhões de toneladas.

Resumindo: o Brasil produzirá na safra 2020/2021 o mesmo que exportou na safra 2019/2020.

A indústria nacional, assim, para evitar a importação de algodão, terá de pagar a paridade da exportação, observa Benevides.

Vale ressaltar que a China –sempre ela – foi e será o principal destino do algodão brasileiro. Em números redondos, o Brasil exportou 750 mil toneladas de algodão para o mercado chinês, mais do que o volume consumido pela indústria brasileira, que gira em torno de 700 mil toneladas.

DEBATE SOBRE NEGÓCIOS BRASIL-PORTUGAL

Hoje e amanhã, pelo modo virtual e sob o patrocínio do Sebrae e apoiado pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, o capítulo cearense da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Portugal promove um fórum de debate com o objetivo de fortalecer os negócios de empresas cearenses e portuguesas.

A abertura do fórum será às 14h20, após o que o primeiro painel será iniciado com o tema o Ambiente Digital das Feiras do setor de Turismo e Eventos.

Em seguida, o debate será em torno do Setor de Alimentos e as Oportunidades de Negócios do Brasil e Portugal.

Amanhã, a partir das 14 horas, o terceiro painel versará sobre a Sustentabilidade do Agronegócio, seguido pelo último painel, que abordará Cenários e Tendências da Economia do Mar.

DE VOLTA O AGROPACTO

Voltará reunir-se sexta-feira, 9, às 16 horas, o Pacto de Cooperação da Agropecuária do Ceará – Agropacto. 

Por vídeo conferência, a reunião terá um convidado especial, o deputado federal Júlio César de Carvalho Lima, do PSD do Piauí, que falará sobre os impactos da Lei 14166/2021 e da MP 1052 não financiamento e na renegociação das dívidas do setor rural com o FNE.

Júlio César, que foi o relator da MP, é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Piauí.

SENAI-CEARÁ FAZ DO PRESÍDIO ESCOLA PROFISSIONALIZANTE

Foi renovada a parceria do Senai-Ceará, organismo do Sistema Fiec, com a Secretaria de Administração Penitenciária do Governo do Estado, por meio da qual os internos do complexo prisional continuarão sendo qualificados pelo Projeto Sou Capaz que as duas partes mantêm, com sucesso, desde 2019.

O presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, o diretor regional do Senai, Paulo André Holanda, e o secretário da SAP, coronel Mauro Albuquerque, assinaram ontem o contrato de R$ 1,78 milhão que formaliza a continuação da parceria.

Paulo André Holanda disse, no ato de assinatura do contrato, que, “para diminuir a reincidência criminal no nosso Estado, a educação profissional ministrada pelos professores do Senai-Ceará e voltada para o mercado de trabalho é um caminho importante”.

Holanda também destacou o êxito da parceria, citando como um dos seus motivos a plena dedicação pessoal do secretário Mauro Albuquerque, que executa uma gestão inovadora e criativa.

O Projeto Sou Capaz já capacitou mais de seis mil internos das unidades prisionais do Estado. Até o fim deste ano, serão qualificados mais 1.940 internos das unidades da SAP na Região Metropolitana de Fortaleza, em Sobral e em Juazeiro do Norte.

Todos os cursos do projeto ministrados pelo Senai-Ceará são de qualificação profissional, com carga horária de 160 horas.

Na nova fase do Sou Capaz, o foco dos cursos será o segmento da construção civil, pois a ideia do titular da SAP é construir ambientes educacionais dentro das unidades prisionais.

Para isso, serão formadas turmas para os cursos de eletricista predial, pedreiro, instalador hidráulico, pintor e gesseiro.

Também serão ministrados cursos de serralheiro para o segmento metalmecânico e de costureiro industrial para o setor industrial de vestuário.
 
Paulo André Holanda disse à coluna que o Projeto Sou Capaz “tem contribuído diretamente para o programa de industrialização das penitenciárias cearenses, e tanto é assim que, com a mão de obra qualificada pelo Senai-Ceará, empresas têm se instalado no interior das unidades prisionais”.


 



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