Avicultura: Ceará compra 90 mil toneladas de milho do Mercosul

O produto é o principal insumo da ração que alimenta o plantel cearense de aves. A avicultura cearese produz 190 milhões de ovos por mês. Mais: 1) Governo encaminha acordo para Itataia; 2) FM-93 é a líder de audiência; 3) Não se elegem mais políticos como os de antigamente

Diante da escassez e da disparada dos preços que o produto alcançou no mercado interno brasileiro, os avicultores do Ceará – liderados pela Associação Cearense de Avicultura (Aceav) – decidiram ontem retomar as importações milho de países produtores do Mercosul.

E ontem mesmo, em reunião realizada na Aceav, acertaram a importação de 90 mil toneladas de milho, que serão transportadas em três navios já contratados, os quais aportarão aqui ao longo dos próximos cinco meses.

O presidente da Aceav, João Reis, diz que a entidade sempre recorreu à importação para garantir a oferta de milho aos produtores cearenses de aves e ovos.

A avicultura do Ceará produz, mensalmente, 190 milhões de ovos e 26 mil toneladas de carne de frango. 
 
URÂNIO DE ITATAIA: MAIS UMA REUNIÃO

Avançam os entendimentos do Governo do Ceará com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Galvani Fertilizantes para a celebração de um protocolo que permita a exploração da mina de urânio de Itataia, no município cearense de Santa Quitéria, no Sertão Central do Estado, e de uma usina de fertilizantes na mesma área.

Ontem, o secretário do Desenvolvimento Econômico do Governo cearense, engenheiro Maia Júnior, reuniu-se durante toda a manhã com executivos e diretores da INB e da Galvani, mas nada vazou do que foi tratado no encontro.

“Estamos caminhando bem”, foi a única resposta que o secretário Maia Júnior deu às perguntas desta coluna sobre o que foi tratado na reunião. 

FÓRUM DO BNB DEBATE SOBRE ESG

Maior evento de economia do Nordeste, o Fórum BNB de Desenvolvimento começa hoje, às 10 horas, e terminará amanhã. 
Hoje, de 15 às 16 horas, o Painel II debaterá sobre “Fatores ESG na Análise de Investimento”.

Ele será moderado pelo professor da Uece e conselheiro federal economia, Lauro Chaves Neto, e exposto pelo diretor de Sustentabilidade da Standard & Poors, Jesus Palácios, e pela gestora de Investimentos Sustentáveis do BTG Pactual, Patrícia Genalhú.

Tudo transmitido pelo Canal do BNB no YouTube.

FILTRO ELIMINA VÍRUS DO AR-CONDICIONADO

Fruto de um investimento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a startup Solar desenvolveu o projeto de um filtro para ar-condicionado que elimina 99,9% da carga viral em ambientes fechadas.

Segundo a EMBRAPII, o equipamento já está sendo utilizado em várias empresas, escolas e outras instituições da Bahia e, desde há poucos dias, em veículos de uma empresa de ônibus de Salvador.

A iniciativa é produto da parceria da empresa Loygus com a unidade EMPRAPII Senai Cimatec, que desenvolveu o protótipo do filtro reutilizável para uso em aparelhos de ar-condicionado.

A solução cria uma barreira no fluxo de ar, retendo nanopartículas cujos tamanhos são próximos de agentes virais. Com a retenção, evita-se que essas partículas se espalhem pelo ambiente por meio da ventilação artificial.

Que tal importar essa novidade para o Ceará?

FM-93 É A LÍDER DE AUDIÊNCIA

Informa o Ibope: a Rádio Verdes Mares FM, a FM 93, integrante do Sistema Verdes Mares (SVM), é a emissora de Frequência Modulada líder de audiência em Fortaleza.

Apurou o Ibope que a FM 93 tem uma média de 85.533 ouvintes por minto; 560.955 ouvintes alcançados por dia; e 1.191.208 ouvintes alcançados por mês.

Anunciar na FM 93 é, pois, fazer um investimento com retorno garantido.

CSP IMPRESSIONA-SE COM OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA

Marcelo Botelho, presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), conheceu ontem o Observatório da Indústria, um dos maiores centros de dados do país, instalado e operado pela Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Botelho gostou do que viu:

“Esta plataforma montada pela Fiec é fantástica, incrível e de Primeiro Mundo. O Observatório da Indústria tem muito a contribuir com a CSP, pois nos abre a mente para uma infinidade de oportunidades que podem surgir através dele. Desde sua idealização e implementação, a ferramenta é uma iniciativa fenomenal e fico muito contente em poder contar com o apoio dela”, disse o presidente da CSP ao presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, que o recebeu e lhe detalhou a plataforma.

Marcelo Botelho visitou a Fiec e seu Observatório da Indústria na companhia de Ricardo Parente, gerente-geral de Relações Institucionais e Comunicação da CSP.

“Aqui, customizamos serviços de acordo com a necessidade das Indústrias e de seus gestores. A ideia é dar celeridade aos processos, munindo de informações os empresários para que possam tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse Ricardo Cavalcante aos executivos da CSP. Ele colocou à disposição da empresa siderúrgica os serviços do Observatório da Indústria.
  
NÃO SE ELEGEM POLÍTICOS COMO OS DE ANTIGAMENTE

Há muito tempo, ouve-se dizer que o mundo dá muitas voltas. 

Porém, a política e os políticos brasileiros dão mil vezes mais voltas do que dá este planeta ameaçado pela ação antrópica.

Houve uma época, no século passado, em que a elite política do Brasil enchia de orgulho seus eleitores. Dava gosto ouvir, pelo rádio, na tribuna da Câmara dos Deputados e na do Senado Federal, os discursos de grandes oradores que, mesmo de improviso, usavam corretamente a ênclise, a próclise e a mesóclise, e não tisnavam o conteúdo de seus pronunciamentos com expressões vulgares.

No tempo em que a política se restringia a pouquíssimos partidos, os maiores e mais influentes dos quais eram a UDN e o PSD, havia coerência entre a teoria do discurso e a prática do governo. Mas foi um tempo curto, entrecortado por crises constantes, por ameaças de golpe e por golpe. 

Em 1988, foi promulgada a atual Constituição, que, submetida a uma tomografia computadorizada ou a uma ressonância magnética, revelará a folha de pagamento nela embutida, os muitos direitos do cidadão e os ainda maiores deveres do Estado, para cujo sustento os constituintes esqueceram de elaborar um modelo tributário capaz de dar ao contribuinte a satisfação de recolher impostos e ao Tesouro a capacidade de pagar a conta de tanta magnanimidade.

Resultado: gasta hoje o Estado brasileiro mais do que arrecada.

Beneficiados pela facilidade que lhes dá a Lei para a criação de novas legendas partidárias, os políticos transformaram sua atividade em um autêntico balcão de negócios, que, nos anos de eleição, como o de 2022, vendem a qualquer dinheiro o tempo de televisão que têm, tudo pago com recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral que, em 2018, movimentou R$ 2,5 bilhões. 

Mas isso é só uma parte do problema.

Há outra parte, de caráter moral e ético, que envolve quase todos os políticos brasileiros, com as pouquíssimas e conhecidas exceções que confirmam a regra – a incoerência, a mentira, o oportunismo, a total falta de compromisso com o interesse coletivo, a explícita vocação para o desvio do dinheiro público, o rompimento e o reatamento de amizades e coligações conforme o interesse eleitoral imediato, o olho grande nos orçamentos das estatais, a ausência de temor à Lei ou aos agentes da Lei pela garantia da impunidade etc. etc. etc.

Além de honesto, um político tem de parecer honesto, mas, neste quesito estético da moralidade, a política brasileira é feia, muito feia. Você, caro leitor, compraria um carro usado de alguns dos senadores que compõem a CPI da Covid? Ou de alguns governadores? 

Devemos insistir: numa democracia, é por meio da política que se fazem – ou se deixam de fazer – os arranjos institucionais que superam as crises como esta que o Brasil enfrenta.
 
Então, esforcemo-nos para eleger, no próximo ano, novos políticos, com as virtudes de que a atividade e o país precisam, e para cassar os que, pelo conjunto da obra, só causaram prejuízos, inclusive financeiros, à República.



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