Maia Júnior aguarda a Toyota

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Este início de ano tem sido de muito boas notícias para a economia do Ceará, a começar pelo sucesso da viagem da comitiva da Federação das Indústrias (Fiec), que, sob a liderança de seu presidente Ricardo Cavalcante, celebrou com a Universidade do Porto (Portugal) um Protocolo de Intenção que, entre outras coisas, poderá desembocar na acreditação do Senai cearense como calibrador dos anemômetros (equipamentos que medem a velocidade do vento) na região Nordeste.

A mesma comitiva trouxe de Lisboa a promessa da indústria naval e pesqueira de Portugal de transferir tecnologia para sua congênere do Ceará, cuja atual frota de 3.500 barcos de pesca poderá ser modernizada ou mesmo substituída graças à expertise e - quem sabe - aos capitais lusitanos. Para completar as boas notícias, acrescente-se esta: no próximo dia 20, executivos da multinacional japonesa Toyota estarão em Fortaleza para novo encontro com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, engenheiro Maia Júnior, com quem deverão acertar os detalhes que faltam para a formalização de um Memorando de Entendimento por meio do qual será viabilizada a instalação de uma Central de Distribuição de Peças e Veículos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O documento detalhará, inclusive, as cláusulas relativas à concessão de incentivos fiscais ao empreendimento da Toyota. Mas o secretário Maia Júnior não esconde seu otimismo quanto à provável chegada da Toyota na geografia do Complexo do Pecém. Ele imagina, com justa razão, que os japoneses - diante do que lhes oferece o CIPP, com um porto moderno equidistante dos mercados europeu e norte-americano e uma ZPE que garante 20% da produção para o mercado interno brasileiro - poderão em médio prazo ir além de um simples Centro de Distribuição de seus produtos para os estados do Nordeste e do Norte do Brasil. "Estamos trabalhado nesse sentido", diz Maia Júnior.

No mar

Na Conferência do Mar, promovida na semana passada pela Pricewaterhouse em Lisboa, uma surpresa: a cearense Evelúcia Martins Melo, fundadora e presidente do Instituto Felipe Martins Melo, e seu marido, economista Célio Fernando Melo, falaram, a convite da PwC, sobre o impacto social e ambiental dos seus projetos ligados à Economia do Mar. O Instituto - que tem o nome do filho deles, morto no dia 8 de agosto de 2012 nas águas do oceano Pacífico, em New Plymouth, na Nova Zelândia - dedica-se, na Rua Júlio Siqueira, 429, em Fortaleza, a projetos de inclusão social de jovens, para o que recebe apoio de diversas ONGs. Foi esse trabalho que atraiu o interesse dos organizadores da Conferência da Economia do Mar, a cujos participantes Evelúcia pormenorizou o que faz seu Instituto, pelo qual já passaram mais de 10 mil jovens ao longo dos últimos oito anos.

Banana

Uma startup de Barcelona - a Indianes - está produzindo calçados com fibras colhidas do processo agrícola da bananicultura. Copiando práticas seculares de populações indígenas da cordilheira andina na Colômbia, a Indianes agregou aos seus sapatos sustentabilidade ambiental, economia social, artesanato, tecnologia e design. Como o Ceará é - ainda - um grande produtor de banana, eis aí uma boa notícia para quem pretende empreender em novidade.

Sem dinheiro

No vizinho Estado do Piauí, 185 dos seus 224 municípios não têm receita própria para cobrir as despesas administrativas. Aqui no Ceará, dos 184 municípios, 98 estão na mesma situação.

Desconhecido

Informa o Ministério do Desenvolvimento Regional: já foi implementado o Polo Sertão Central e Vale Jaguaribe do programa Rota de Integração Nacional do Leite. Esse polo reúne 17 municípios do Ceará. Fontes desta coluna ligadas à agropecuária cearense desconhecem a existência desse programa.

Tecnologia

De amanhã até quinta-feira, a Faculdade CDL promoverá a "Oficina de Atendimento, Vendas e Negociação". Público-alvo: profissionais de venda das empresas do varejo, que serão treinados a atuar no mercado cada vez mais sofisticado pela tecnologia da informação.