2020 é o ano das nossas vidas e você vai se apaixonar!

Sigamos em frente. O susto passa. O amor fica. Cresce, se multiplica. Dá frutos

Ano-novo,  

Começo esse texto perguntando a ti, a mim a nós: por que mesmo recomeçar? O que recomeçar, reconstruir? Se nem sempre sabemos quem somos, para onde estamos indo, de que maneira erguer as estradas que nos levam ao futuro? Sem futuro, a caminhada parece ser eterna peregrinação por dentro de nós. E, então, vale a pena arriscar? 

Se 2019 não foi o ano das nossas vidas, das nossas melhores histórias, se foi ano de perdas, lágrimas, desequilíbrio, solidão... Ou se foi, sim, o ano das nossas vidas, tempo das nossas conquistas mais sonhadas, dos amores impossíveis que se tornaram realidade ... o que esperar de nós, de ti, 2020?

Recomeçar de onde? Por que não, primeiro, reconhecer-se? Agradecer à própria alma as chances que tivemos coragem, audácia de darmos a nós mesmos. 

Nova pergunta, Novo-Ano: seria boa ideia, antes de tudo, mergulharmos fundo dentro de nós? Embora saibamos que, muitas vezes, essa é nossa aventura que mais dói. De novo, coragem!

De fato, encontrar-se consigo é faca de dois gumes: ora nos assombramos com as mazelas da alma, ora nos apaixonamos pela pessoa incrível que há em nós. Amor verdadeiro! E paramos por aí? Claro que não. Sigamos em frente. O susto passa. O amor fica. Cresce, se multiplica. Dá frutos, floresce e vira raiz dentro de nós. 

Os anos vão e vêm, e quando nos apaixonamos por nós mesmos, todas as outras histórias que se chegam viram relíquias no álbum de sabedoria guardados na mente, no coração. 

Suspiros, saudades! É melhor que final feliz, é começo, meio e muito mais histórias, com reconstruções, resistências coletivas. Descobertas, entre nós e por nós.  

Pois bem, 2019, 2020... apaixonarmos por nós mesmos, antes dessa história de recomeçar, é uma saída, apenas uma das respostas que nos desperta. Misturam-se nossos sonhos e realidade. A ideia é resistirmos enquanto há tempo. Sempre há. Porque quando descobrimos o amor - reforço: por nós mesmos - é mais fácil segurar as mãos uns dos outros. Só assim a gente se apaixona e aprende a lutar, mas sem precisar soltar as mãos de (quase) ninguém.