Título do Flamengo na Libertadores deixa lições ao futebol brasileiro

O time se comportou como um gigante para reverter o placar contra o River Plate-ARG

Gabigol
Gabigol marcou os dois gols rubro-negros na final da Libertadores, garantindo o título continental Foto: divulgação / Flamengo

Uma partida de 38 anos. Tudo ali, resolvido em cinco minutos. Nem todos torceram para o Flamengo na final deste sábado (23), o time não era o Brasil na Libertadores, mas o triunfo por 2 a 1 contra o River Plate-ARG foi um resgate do futebol nacional.

Nada de perfeição ou qualidade técnica, o resultado rubro-negro veio na raça. E se os argentinos dominaram 85% da partida, o melhor brasileiro mostrou a força no final. A camisa pesou, a estrela de Gabigol ascendeu e o placar se reverteu.

Com uma seleção brasileira apática, títulos escassos e ídolos inexistentes, ver um gigante como gigante fortalece a todos. Sem rivalidade, o contexto é de incentivo ao ver a taça nas mãos dos que prezam pelo verdadeiro futebol, aqueles que brigam sem mediocridade.

O Flamengo atropelou quem viu pela frente. Não poupou, não hexitou, não temeu, não desistiu, não se entregou, não parou. Movido pela multidão de apoiadores, se comportou com a frieza que exige as grandes decisões.

O paralelo reside porque foi o pioneirismo da gestão qualificada, do dinheiro bem investido, do estilo agressivo (e brasileiro) de ser portar em campo, de jogar como todo torcedor gostaria de ver seu clube do coração.

O mundo agora vai relembrar a maior torcida do mundo. Certamente, o Qatar será invadido por rubro-negros. Que sirva de lição aos que não acreditavam que poderíamos ver um clube em novo patamar de desempenho. Antes do repúdio, aprendam com o que o Flamengo tem a fazer.