Saúde: digitalização é passageira?

Para nós entusiastas da digitalização da saúde e da consolidação de um ecossistema digital do setor, 2020 foi, sem dúvidas, um ano contraditório. Embora muito difícil, por conta da crise mundial da Covid-19, foi também memorável do ponto de vista dos avanços notados através da adoção de novas tecnologias e da digitalização na área.

Em uma perspectiva pessoal, em março de 2020, vimos uma explosão. Fomos procurados por dezenas de empresas que queriam aderir à ferramenta de prescrição digital.

Quadruplicamos os contratos de integração da nossa plataforma em comparação a 2019.

Foram mais de 13 milhões de receitas digitais emitidas, apenas pela plataforma da Memed em 2020.

O atual momento de crise na saúde nos obrigou a ofertar nosso serviço de prescrição digital rapidamente para atender uma avalanche de demandas em larga escala. Isso propiciou uma evolução da digitalização inédita no setor.

Mas será que esse movimento foi apenas uma nuvem passageira ou veio para ficar? Antes de falar em pós-pandemia, é importante lembrar que ainda não saímos dela.

O cenário segue incerto, e provavelmente teremos que conviver com o isolamento social em 2021.

Esse ambiente impulsiona a organização de diversos serviços oferecidos à classe médica como um verdadeiro ecossistema digital de saúde: consultórios "inteligentes", serviços de telemedicina e plataformas de prescrição digital.

De acordo com o relatório "Inside Healthtech Report", o investimento em startups de saúde em 2020, cresceu 68% comparado a 2019.

O fato é que o mundo está cada vez mais digital e isso amplia conexões entre pessoas e serviços.

A digitalização da saúde não é uma nuvem passageira. Ela veio para somar e se estabelecer definitivamente.

Rafael Moraes

Diretor de Informática Médica

 


Assuntos Relacionados