Questão de consciência

Navegando pela internet, encontrei outro dia, aleatoriamente, duas frases que de imediato chamaram-me a atenção. Ambas versam sobre a questão da consciência. Diz a primeira que “a felicidade de nossas vidas depende da serenidade de nossa consciência”. A outra, com sentido contrário, observa que, “pior do que não ter consciência, é ter a consciência pesada”. 

Ambas aplicam-se ao momento conturbado que ora vivemos, diante da evolução da pandemia, cada vez mais avassaladora, e a falta de consciência e responsabilidade, da parte de muitos, em colaborar para deter a propagação da doença. 

Há pouco, durante os festejos carnavalescos, apesar de todas as determinações no sentido de que não se formassem aglomerações, muitos insistiram em fazer exatamente o contrário.

Organizaram festas clandestinas, promovendo, por todo o País, ajuntamentos de milhares de pessoas, principalmente jovens, facilitando a circulação do coronavírus em muitas famílias. Vimos pessoas ocupando três andares de casas simples em comunidades do Rio de Janeiro, como hotéis cinco estrelas promovendo comemorações carnavalescas, infringindo decretos. 

No Rio de Janeiro, até uma escola pública situada numa dessas comunidades foi palco de um show do pagodeiro Belo, que, apenas pensando no cachê de R$ 65 mil reais que iria receber, não se importou em cantar para milhares de seus admiradores!

A falta de consciência tem sido um dos fatores mais cruciais para que a pandemia se alastre e se torne cada vez mais complexa. Além do coronavírus propriamente dito, variantes perigosas do vírus , como a amazônica (P1), a londrina e a sul-africana, vêm surgindo e complicando mais ainda o cenário. 

Da ação consciente de cada um depende toda a sociedade, se quisermos superar este momento. Só com a colaboração de todos, mais rápido sairemos de tal pesadelo.

Gilson Barbosa
Jornalista


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