Quando novembro chegar

Com a campanha eleitoral deflagrada, após as convenções partidárias, os candidatos a prefeito, vices e vereadores estarão em plena fase de contatos pessoais e até comícios - se possível for -, com vistas a captar os sufrágios que garantam a vitória na competição a ser travada, com as limitações impostas pela Justiça especializada, todos cautelosos pela ação perniciosa da Covid-19, que tem causado desassossego à humanidade, em todos os recantos.

Preponderando as conversas individuais, concentrações numerosas acham-se abolidas, terminantemente, valendo a comunicação via carta e panfletos, bem assim pela mídia, notadamente o rádio, a televisão e as redes sociais.

Os postulantes à curul municipal, tanto na Capital como no interior, buscarão todas as modalidades de propaganda pessoal e partidária, garantindo simpatia e, ao final, o próprio voto, a ser depositado em urnas livres. É inegável que as forças políticas estarão fazendo uma "avant première" da batalha de dois anos após, ocasião em que os pretendentes a governadores, senadores, deputados federais e estaduais enfrentarão árdua caminhada, coadjuvados pelos veículos de comunicação social, porta-vozes essenciais daqueles que se aventurarão à disputa de 2022.

Não remanesce dúvida de que o próximo páreo delineará os rumos da pugna vindoura, já que estamos longe ainda de visualizar os horizontes de um pleito indiscutivelmente bem mais complexo, pela relevância dos cargos que se encontrarão em ampla concorrência.

Nem mesmo os futurólogos arriscar-se-ão a apontar os prováveis eleitos, daqui a dois anos, nesse caso, devendo ser reprisada a máxima de que "muita água ainda correrá por debaixo da ponte".

Aos correligionários de Jair Bolsonaro, aplicar-se-ia textualmente o conhecido jargão: "Terra à vista meu Capitão...".

Mauro Benevides

Jornalista e senador constituinte


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