Pra onde vai tanto imposto?

Escrito por Val Freitas ,
Val Freitas é sócia da Repense Financeira
Legenda: Val Freitas é sócia da Repense Financeira

Navegar pelo labirinto tributário brasileiro é como decifrar um código complexo, onde siglas como IR, IPVA, ICMS, IPTU, COFINS, CSLL e ISS são apenas o começo de uma longa lista de tributos que nos permeiam. Cada sigla representa um imposto distinto, incidindo sobre os mais variados aspectos de nossa existência, desde o salário que recebemos até o consumo diário de bens e serviços. Em meio a essa teia intrincada de obrigações fiscais, surge uma pergunta recorrente: para onde vai tanto imposto?

Os impostos e taxas que recaem sobre os ombros dos cidadãos são como um labirinto complexo, onde cada contribuinte se vê perdido sem uma bússola para orientar. Há a taxa do lixo, a qual, ao menos, podemos associar diretamente à coleta e destinação adequada dos resíduos. Mas e o IPVA? Muitos acreditam que se destina unicamente à manutenção das estradas, quando na verdade seus destinos são múltiplos e nem sempre claros.

Para os empresários, a carga tributária torna-se ainda mais sufocante. Impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, sobre o faturamento, sobre o lucro... Um emaranhado burocrático que frequentemente se torna um entrave para o desenvolvimento da indústria. O que era para ser um estímulo à atividade econômica muitas vezes se transforma em um obstáculo intransponível.

Enquanto isso, a declaração do imposto de renda, que teve seu prazo findo neste último mês de maio, nos lembra da complexidade do sistema fiscal. Milhares de brasileiros se viram diante de formulários intermináveis, buscando entender as nuances das deduções e das obrigações fiscais. E ainda assim, muitos questionam se o fruto de tanto trabalho está sendo investido de maneira eficiente e transparente.

Não se trata apenas de reclamar dos altos impostos, mas sim de exigir transparência e responsabilidade na utilização dos recursos arrecadados. É fundamental que haja uma prestação de contas clara e acessível, que permita aos cidadãos compreenderem para onde vai tanto imposto. Afinal, o peso dos tributos não deve ser apenas uma carga a ser suportada, mas sim um investimento no futuro de uma nação mais justa e próspera.

Val Freitas é contadora e sócia da Repense Inteligência Financeira

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