Postura de ação desencontrada

Quando o poder central e alguns ocupantes de governos estaduais assumem postura desencontrada, como no caso do combate à Covid-19 que alcança o orbe inteiro, as providências conflitantes desarticulam a busca da recuperação dos infectados, gerando preocupação entre aqueles que, desapaixonadamente tentam soluções adequadas para a ultrapassagem de fase aziaga, causadora de milhares de óbitos, na maioria das nações, atingindo patamares inquietadores e, por isso, reclamando uma sintonia entre os dirigentes governamentais, em todos os níveis.

Quaisquer estímulos a essa postura desconexa ocasionam intranquilidade entre as correntes científicas, preponderando posições políticas que devem ceder lugar às ações dos órgãos de Saúde Pública, no contexto da gravidade de um panorama complexo e incerto, para os rumos da humanidade.

Os pendores meramente políticos têm de render-se às orientações das esferas sanitárias, num congraçamento hercúleo que resulte em saída para exterminar esse clima de enfermidade crescente, já contando com índices apavorantes.

O ministro da Saúde, a quem a competência não lhe é negada, a julgar por suas lúcidas intervenções, merece respaldo generalizado, sem que se obstaculizem as suas abalizadas intenções, atropeladas por incursões políticas, motivadoras de exegeses ilógicas, em algo que exige sapiência e equilíbrio para, sem retardamento, levar-se a cabo as medidas saneadoras.

O Congresso deve buscar a unanimidade e empenho dos integrantes das duas Casas, sem matizes políticos, com direcionamento exclusivo para a superação deste momento turbulento. Todas as lideranças bem postadas nos rumos de tais configurações cumprirão uma nobre missão, tornando-se merecedoras do reconhecimento popular.

Para os crédulos, dir-se-á que "resta esperança, já que ela é a última que morre...".