Pix e segurança dos dados

Já pensou em transferir dinheiro entre bancos, instantaneamente, de graça e em qualquer dia e horário? Muito bom pra ser verdade, não? Isso foi o que milhões de pessoas pensaram no primeiro dia de cadastro do Pix, derrubando sistemas de alguns dos principais bancos do País.

Mas o que é Pix? Pix é o novo sistema de pagamentos do Brasil. Um sistema gratuito que promete facilitar diversas operações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas. Os usuários vão precisar cadastrar uma chave e associá-la a cada conta que lhe pertence. Basicamente, para enviar ou receber dinheiro e fazer pagamentos, os participantes da transação só necessitam informar as chaves, onde o sistema identificará o usuário para realizar a operação.

Os usuários devem escolher uma chave diferente para cada conta a exemplo de CPF, e-mail, número de telefone ou sequência numérica aleatória. Mas ele é seguro? Se o Brasil tem um dos sistemas bancários antifraudes mais avançados do mundo, por que a preocupação? Porque essa segurança vem da competição nascida entre sistemas resilientes e criminosos extremamente criativos. E isso não vai parar nunca.

Embora não esteja ainda em funcionamento, milhares de golpes já foram registrados principalmente por meio de phishing, uma técnica de fraude que consiste no envio de mensagens falsas com objetivo de coletar senhas de banco e informações pessoais.

Então, antes de comemorar devemos estar atentos para as seguintes questões: não acesse links encaminhados por e-mails, postagens em mídias sociais ou SMS provenientes de pessoas e órgãos estranhos, só faça o cadastro no site do seu banco, ou nos seus aplicativos, baixados das lojas oficiais, prefira chaves com sequência numéricas aleatórias ou e-mail, apesar de também ser considerado um dado pessoal pela recém- vigorada Lei Geral de Proteção de Dados, é mais seguro do que CPF e por fim desconfie. De tudo.

Pedro Prudêncio

Especialista em segurança da informação


Assuntos Relacionados