O “novo normal” da educação

Após um ano do início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o debate sobre um modelo híbrido de educação tem se intensificado, por conta da reabertura das escolas. Pedagogicamente, ter a oportunidade de interagir com colegas e professores é importante para o desenvolvimento da autoestima, autoconfiança e do senso de identidade das crianças.

Além disso, há evidências significativas de que as habilidades sociais estão positivamente relacionadas com as habilidades cognitivas e com o desempenho escolar. 

Contudo, devemos considerar que estamos lidando com a geração Alpha, que já chegou ao mundo inserida em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, telas sensíveis ao toque e comandos de voz. 

Alguns importantes estudos feitos recentemente sugerem que o aprendizado online aumenta a retenção de informações e que este modelo requer cerca de 50% menos tempo para aprender em relação ao tradicional, por exemplo. Isso mostra que o modelo híbrido veio para ficar. 

Mas, o que muitas pessoas ainda não se atentaram é que precisamos desenvolver melhor a metodologia online. É preciso que as escolas comecem a pensar em conteúdos mais atraentes para que as diferentes gerações de alunos consigam absorver este material. 

Além disso, é por meio da produção destes conteúdos que iremos realmente valorizar os professores. Eles se tornarão os especialistas que analisam, e não apenas expõe, os temas abordados. Ao contrário de hoje, em que temos profissionais da educação esgotados porque tiveram de lidar sozinhos com esta nova situação de uso da tecnologia e interrupção das aulas presenciais. 

É preciso desenvolver projetos que considerem o aluno como um sujeito social, com importantes necessidades de interação e inclusão, mas que respeite as características de toda uma geração.

Barbara Roma
Mestre em História pela USP


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