Moeda: Aspectos históricos

Nesse resumido texto, observa-se que a origem da moeda está relacionada com a evolução dos sistemas econômicos. A natureza dinâmica das atividades produtivas e as forças de mercado forçaram o surgimento da moeda. Com efeito, os sistemas mais rudimentares caracterizavam-se pela ausência de trocas e consequentemente de moeda, tendo-se, portanto, a chamada economia natural. 

As pessoas produziam tudo aquilo de que necessitavam e, por conseguinte, eram autossuficientes. Como segundo tipo de sistema surgiu a economia de escambo, a qual apresentava a característica de serem as trocas realizadas diretamente, sem a existência de intermediário monetário. 

Não obstante o progresso verificado, a economia de escambo ainda apresentava uma série de problemas que impedia uma expansão mais acelerada das atividades produtivas. Entre esses problemas, valeria destacar: indivisibilidade dos bens, coincidência de interesses e dificuldade de transportes. 

O terceiro tipo de sistema foi chamado de economia monetária, caracterizando-se por um mecanismo de trocas indiretas, isto é, havia um intermediário monetário. Nesse tipo de economia, já foi possível a especialização. Acredita-se que a moeda surgiu como uma necessidade de sobrevivência dos sistemas econômicos. 

Fatalmente se estaria diante de economias estagnadas, por não apresentarem taxas de crescimento. Dentro da economia monetária, a moeda apresentou duas formas: moeda-mercadoria e moeda fiduciária. A moeda- mercadoria caracterizava-se por apresentar valor intrínseco. 

Já a moeda fiduciária, que não possui valor intrínseco, mas de face, depende exclusivamente da confiança, assumiu as seguintes modalidades: moeda-papel, que era conversível; papel-moeda que era inconversível, e, finalmente, a moeda bancária. Observando-se a evolução das várias formas, constata-se uma gradativa desmaterialização da moeda. 

Gonzaga Mota 
Prof. aposentado da UFC 


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