Ministério da Saúde, um desafio

Tem-se constituído um desafio chefiar a Pasta da Saúde, mormente quando o universo vive instante dramático, mergulhado numa pandemia de imprevisíveis consequências, reclamando providências eficazes, em condições de sustar essa tragédia de proporções incomensuráveis.

Após mais de um ano no cargo, o ex-deputado Mandetta viu-se desprestigiado, embora ninguém, isento politicamente, haja pugnado por sua substituição, surpreendendo a muitos, mesmo os que acompanham de perto as oscilações no primeiro escalão da República.

As razões invocadas pelo último demissionário, Nelson Teich, não foram suficientes para explicar a sua saída, mesmo com especulações de que o titular do Planalto, defensor da cloroquina, já estivesse inclinado a buscar um outro nome, capaz de conter o avanço do vírus que apavora o orbe inteiro.

O substituto, da cota pessoal do próprio Bolsonaro, terá a tarefa de recompor as diretrizes até aqui postas em prática, reacendendo os desejos de que, sem mais delongas, se instaure, entre nós, o clima de combate efetivo ao surto viral, restaurando o ambiente de paz e tranquilidade, trincado há meses, com alguns milhares de mortos, sepultados em covas improvisadas, sem direito a um réquiem em que participassem familiares e amigos.

O selecionado para cumprir a nobilitante e exaustiva missão não poderá recusar tais encargos, devendo lutar, convictamente, para reposicionar o Brasil na trilha do desenvolvimento e bem-estar social, após longo período de sofrimento e angústia.

Os obstáculos serão variados e sua transposição exigirá competência e tenacidade, como assim anseia o povo brasileiro, notadamente as famílias que perderam os seus entes queridos.

Para os crédulos, está na hora de rezar aos céus, para que volvamos a dias de bonança, ardorosamente aguardados por multidões esperançosas e confiantes. Quem espera sempre alcança...

Mauro Benevides

Jornalista e senador-constituinte