Escola de Democracia

Pretensos atores políticos, sobretudo no contexto das últimas eleições, concentram-se na perspectiva de afinar discursos e moldar ideias a fim de consolidar uma cidadania responsável. A necessidade de se estabelecer esse cenário - programático, porém imprescindível para uma nação - atraiu ao Brasil a “Escola de Democracia”, conceito acadêmico britânico trazido por grupos da sociedade civil com o objetivo de fazer nascer nomes que, numa concepção mais moderna de democracia, representem o povo.

Nesta década, movimentos suprapartidários nacionais investem na formação de novas lideranças. A ideia é, por meio de ferramentas de aperfeiçoamento de discurso e de formação teórica, a exemplo de aulas de Teoria Geral do Estado (TGE) e Direito Constitucional, fomentar e consolidar um fazer integrativo que reflita verdadeiramente as necessidades da população. Este trilhar passa pela capacidade que se tem de enxergar o outro em si e pelo carisma popular, termômetro de identificação com o público.

Ser a pessoa que se quer eleger é uma das diretrizes básicas da adaptação do conceito de “Escola de Democracia”. Para além da intenção eleitoreira está a de formar a população em uma perspectiva que transcende o ano do pleito. Para os grupos que estão investindo na formação de novos atores políticos, a velha política e a maneira incoerente de captar votos deve dar lugar a uma nova dinâmica impulsionada pelas redes sociais, pela diminuição das barreiras de conhecimento e pela capacidade de reafirmação da sociedade civil organizada.

Pelo menos com base no “Benefício da Dúvida”, tão propagado no mundo jurídico, é sensato dar um voto de confiança a esses movimentos que desejam provocar reflexões e instalar um novo modus operandi político, que esbarra diretamente em mudanças sociais, econômicas e políticas. Com eles, nossa democracia só tem a ganhar.
 


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