Diversidade no meio corporativo

Quando falamos em trabalho, pensamos automaticamente nos estereótipos que o circundam, tais como mulheres bem arrumadas, com seus cabelos impecavelmente penteados ou presos, de salto alto. Homens com ternos bem passados, engravatados, de barba feita e altivos como se fossem dominar o mundo.

Sabemos bem que não é essa a realidade. Vivemos no País da diversidade onde habitam pessoas das mais diferentes características que se possa imaginar, são as pessoas que possuem cabelos indomáveis, pessoas do sexo masculino que expressam sua verdadeira sexualidade no modo de vestir ou se portar, outros que por infortúnios da vida ou por vontade de forças maiores possuem deficiências, sejam elas físicas, intelectuais ou visuais.

Logo, pergunto: onde está o espaço reservado a esse público no ambiente corporativo? No empreendedorismo e em algumas poucas empresas que ainda permitem livre expressão, essas pessoas estão em casa se virando como podem ou ainda representando papéis impostos por políticas empresariais que ainda não se deram conta de que, o que outrora fora minoria, hoje é a representação de toda uma nação, ou seja, não dá mais para fingir que não existem.

Caso você, empregador, esteja em busca de perfis estigmatizados como no modelo tradicional no trabalho, sinto informar-lhe que terá em sua empresa um profissional desmotivado e caricato, pois ele somente estará aí, além de por sua qualificação profissional, porque precisa pagar contas e não é isso que você espera do seu funcionário.

Por isso, cada vez mais as pessoas “fora do padrão corporativo” migram de empresas no tradicional regime CLT para empreitadas arriscadas no empreendedorismo, ainda que isso exija dele muito mais criatividade e resiliência, características que seriam muito úteis no seu ambiente corporativo. Portanto, repense seus padrões.

Ellen Moraes Senra
Psicóloga