Carlos Castelo Branco

Transcorreu, no último 25 de junho, o aniversário dos 100 anos de Carlos Castelo Branco, que durante décadas pontificou no jornalismo brasileiro, como figura estelar, assinando no Jornal do Brasil coluna diária, com abordagem lúcida de temas políticos relevantes, extraindo ilações que passavam a ser discutidas nas tribunas do Congresso Nacional, suscitando comentários que se ajustavam à realidade prevalecente em nosso País.

Respeitado pela autoridade granjeada em decorrência de análises isentas de passionalismo, tudo girava em torno de acontecimentos importantes, que se coadunavam ou não com o momento, transformando-o num autêntico difusor de fatos marcantes, no cenário de nossa vida institucional.

Com a sua visão aquilina, vaticinou o desdobramento de versões incontestáveis, tudo confirmado no correr do tempo, o que comprovava a sua perspicácia em instantes cruciais das hostes políticas de nossa Nação.

É certo que ele contava com fontes privilegiadas, de livre trânsito nos altos escalões, sendo o condutor de revelações que a ele chegavam em conjecturas, ao final, inseridas no panorama de cada ocorrência, dando-lhe, por isso, uma veracidade incomparável, tornando-o arguto colecionador de "furos jornalísticos", o que lhe dava a graduação de "Mestre das Notícias Quentes".

Não foram poucas as vezes em que a ele tive acesso, particularmente sobre o trâmite da PEC de Autonomia Política das Capitais, merecendo, por essa temática, reportagens elogiosas, que implicavam em discreto apoio à histórica iniciativa, que beneficiou sua Teresina e a minha Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

O seu centenário permitirá que, da eternidade, ele possa regozijar-se por continuar vivo na memória de sua imensa legião de amigos e leitores.

Salve, pois, o nosso "Castelinho", hábil em enaltecer os justos e tisnar os que se posicionavam contra o interesse popular.

Mauro Benevides
Jornalista e senador constituinte


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