Capital social

Os economistas quando se referem ao capital social ressaltam o volume de investimentos ou gastos nas áreas de educação, saúde e apoio às comunidades carentes, etc. São dispêndios importantes que, em última análise, têm por objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, bem como para a redução do número de excluídos numa região.

O conceito de capital social poderia ser examinado sob dois aspectos complementares e não dicotômicos: capital social tradicional e capital social comportamental. O primeiro, representado pelas ações mencionadas, teoricamente apoia-se na política; já o segundo abrange conceitos mais amplos, envolvendo fundamentos filosóficos, religiosos, morais, éticos, dentre outros, além da política. O tradicional dificilmente se consolida sem alterações substanciais no comportamento das pessoas.

Não adianta a adoção de teses liberais, socialistas e clássicas, os exemplos de “apartheid” social existiram e continuarão, caso não surjam modificações no pensamento da humanidade relacionadas, do ponto de vista coletivo, com a paz, a justiça e a liberdade, como também do individual, com o amor, a solidariedade e a humildade. 

Eis as atitudes integrantes do verdadeiro capital social. É difícil compreender as propostas de filósofos e teólogos, como também os pensamentos de ateus e agnósticos.

Vale salientar nossa admiração às ideias e sentimentos de Santo Agostinho, na Escola Patrística, e de São Tomás de Aquino, na Escola Escolástica, em busca da conciliação da fé e da razão, ambos inspirados nas mensagens de Cristo e de São Paulo e nas filosofias de Platão (Santo Agostinho) e de Aristóteles (São Tomás de Aquino), mostrando a importância do Cristianismo em proporcionar uma resposta integral. Deus é a própria verdade. Conforme o Evangelho de São João (14.6): “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Gonzaga Mota

Professor aposentado da UFC


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