Autistas e esportes

Autistas podem praticar esportes? Eles têm vantagem? Geralmente, os autistas conseguem ter grandes ganhos ou conquistas naquilo que fazem por serem hiperfocados e altamente interessados. Porém, têm pouca assertividade, empatia e não sabem lidar com situações que exigem percepção social.

Normalmente, autistas não têm boa performance motora, espacial e executiva para fazer atividades esportivas. Logo, só terá vantagem se for fascinado. Os benefícios da prática esportiva são vários.

A maioria dos esportes são sociais, exigem compartilhamento, estratégia que depende do outro, e isso traz benefícios na interação social e comportamental. Além de fazer o autista se movimentar, porque normalmente eles não gostam de exercícios. Preferem ambientes fechados, restritos, silenciosos e com tecnologias.

Isso faz com que se restrinjam a atividades sedentárias e eleva o risco de, na fase adulta, desenvolverem processos crônicos causados pelo sedentarismo.

Eles precisam ter cuidados ao praticar esportes? Não há nenhum cuidado que o autista deva ter. Ele só precisa entender que a prática de esportes requer cumprir regras e seguir uma rotina.

Ele vai ter que trabalhar determinadas atividades esportivas juntos com os outros, compartilhando jogadas, interesses e espírito de equipe. Isso para o autista é muito difícil.

Os cuidados que os profissionais têm de ter é saber que eles têm dificuldades de entender linguagem de duplo sentido. Além disso, em uma jogada, eles têm menos coordenação motora. Por isso, vão precisar de mais compreensão do educador físico para trabalhar a sua psicomotricidade.

Vale lembrar que autistas têm pavio curto, mudam de humor rapidamente e não toleram situações em que são contrariados. As recomendações de esportes são os que ajudam a melhorar a percepção social como os jogados em grupo.

Clay Brites

Neurologista Infantil


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