As lições do futebol

Ceará e Fortaleza, as duas maiores forças do nosso futebol, protagonizaram, neste 2019 que termina, situações bem antagônicas. O alvinegro de Porangabuçu, que desde 2018 já se achava na elite do futebol brasileiro, cometeu erros de planejamento que lhe custaram, ao longo do ano, muitos prejuízos. Após surpreendente recuperação na reta final do Campeonato Brasileiro da primeira divisão, quando escapou por pouco, e por seus próprios méritos, do rebaixamento, não soube manter o foco e, já no início deste ano, perderia o campeonato estadual para o arquirrival. Na Copa do Nordeste, já na etapa semifinal, por lamentável erro estratégico do técnico que dirigia a equipe - Lisca, o mesmo que, por ironia do destino, salvara o time da queda para a Série B, em 2018 - , o time reserva foi derrotado pelo Náutico e perdeu a chance de disputar a final da competição exatamente contra o Fortaleza. Por fim, participando da primeira divisão, em 2019, a equipe de novo se viu, na reta final, em situação ainda mais difícil do que a do ano anterior, quando correu mais alto risco de rebaixamento, na última rodada do campeonato, tendo sido salva não por seus próprios méritos, mas por outras circunstâncias que terminaram atuando a seu favor.

Já o Fortaleza, com organização e planejamento, mantendo a mesma equipe técnica por quase todo o ano, seguiu com os bons resultados colhidos em 2018. Foi campeão cearense, conquistou a Copa do Nordeste e, voltando à Série A em 2019, contratou jogadores com maior cuidado que o rival alvinegro, o que lhe permitiu chegar em nono lugar ao final do campeonato nacional, posição que chegou a ser ocupada pelo Ceará, no início da competição. Enquanto um se organizou e colheu os méritos, o outro errou demais e teve um péssimo ano. Como na vida, o futebol ensina que, sem organização e planejamento, não se chega a lugar algum. Ficam as lições, para serem aprendidas.


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