Ano de desafios

O presente ano de 2020 vem carregado de desafios, com suas angustiantes perguntas de como se desenrolará nos meses subsequentes.

Começou com sangue, ameaças e tragédia aérea, e ameaçadora epidemia com raízes na China e o risco de tremenda disseminação pelo mundo todo. No caso do Brasil, as tensões políticas tendem a aumentar, pois a nave governamental está direcionada para as eleições de outubro – transformadas não só em teste para o Governo centrado em Brasília mas em pomo de discórdias partidárias para as prefeituras e as vereanças de mais de cinco mil municípios espalhados por este continente chamado Brasil. 

Vai ser um ano curto, embora com longa e difícil pauta de anunciadas reformas – a tributária e a administrativa, nada propícias para um ano eleitoral e eleitoreiro, de cujas eleições dependerá o futuro do próximo presidente da República, dos governadores e dos deputados com mandato e dos pretendentes a obtê-lo. Para completar o quadro, o calendário se apresenta recheado de feriados prolongados. 

E tão logo o Legislativo recomeça os seus trabalhos, o Carnaval já se interpõe com sua folia, suas serpentinas e suas fantasias multicoloridas. E diante dos clarins e dos bailes pré-carnavalescos, já surge um clima de “pernas pra que te quero”, e todos caem no frevo, no samba e nas timbaladas baianescas, pois, afinal, ninguém é de ferro. 

E o próprio Carnaval chegará aos arraiais do governo, ainda às tontas com as trapalhadas dos trapalhões e as arremetidas cada vez mais metidas ( rimando) do Judiciário legisferante. Dois mil e vinte promete ser um ano difícil, e já entrou na história com sua face feia e desafiadora, com destruições por inundações e fogo, aqui e alhures, mostrando aos olhos mais cegos o furor do efeito estufa e as consequências dele para a vida humana, e para a fauna e a flora do planeta Terra sucumbente.


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