Ação imprevisível da pandemia

Por mais ingentes que sejam os esforços despendidos para reduzir o impacto da pandemia, não há sinal de recrudescimento, exigindo providências governamentais e orações fervorosas. Nada refreando a onda avassaladora que alcançou o universo, acarretando milhões de infectados e famílias padecendo sob a ameaça mortífera do coronavírus.

O desalento da Região Norte, estarrecendo as demais Unidades da Federação, trouxe comovente e inevitável perplexidade do país inteiro por conta da dramaticidade ali registrada, ainda perdurante entre nós, com outras carências, podendo despontar na vastidão do nosso território — sendo o Ministério da Saúde alertado sobre a presteza e maior sensibilidade para evitar que, à falta de assistência imediata, percam-se vidas preciosas, em episódio de incomensurável ressonância.

O esquema de vacinação já em curso passa a ser um marco de esperança com a pasta da Saúde apegada à estratégia de que a imunização renova a confiança e não existirão mais desacertos funcionais que impeçam a eficiência no combate ao vírus. Tendo como consequência o sepultamento de corpos numa multiplicidade incomum, que deixou perplexa a opinião pública, dando lugar à abertura de centenas de covas para as vítimas.

Se os milhões de doses de vacinas, oriundos de alguns países, forem aplicados eficazmente, um esboço de credibilidade ensejará a segurança da população, sequiosa por ver surgir um novo cenário mais tranquilizador, em condições de projetar a certeza de que as medidas postas em prática propiciarão o esperado alívio nessa pressão diuturna, que embarga sentimentos menos apavorantes.

Não poderá haver mais protelação, sob quaisquer pretextos, pois somente Deus será capaz de direcionar a imunização, para pôr cobro a este panorama calamitoso. Que tudo isso tenha por inspiração a soberana vontade dos céus...

Mauro Benevides
Jornalista e senador constituinte 


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