Veja lista de produtos mais vendidos ao exterior pelo Ceará; exportações devem bater novo recorde

Acumulado do ano até setembro já ultrapassou a marca dos US$ 2 bilhões

As exportações do Ceará ultrapassaram a marca dos US$ 2 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério da Economia. O resultado expressivo consolida a tendência de retomada e alimenta a perspectiva de que a balança comercial do Estado alcance novo recorde ao fim do ano.

A projeção é apontada por Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da câmara setorial de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece).

Ainda conforme informações do Governo Federal, o melhor ano para o Estado da série histórica, iniciada em 1997, foi 2018, quando foram exportados US$ 2,34 bilhões.

"Por incrível que pareça, a crise motivou muitas empresas a reformularem suas cadeias de fornecedores, buscar novas parcerias com empresas geograficamente mais próximas. Isso ficou visível principalmente para as empresas que já possuem alguma atuação internacional", afirma Frota.

O novo recorde é esperado mesmo em meio a algumas dificuldades impostas pela pandemia, como a falta de contêineres, a alta exacerbada do preço do frete marítimo e as restrições comerciais que países têm decretado para proteger as próprias economias.

Ela lembra que a própria Organização Mundial do Comércio (OMC) previu, ainda no ano passado, um segundo semestre mais aquecido em 2021, o que tem se confirmado com o avanço da vacinação.

Produtos

Os produtos semimanufaturados de ferro e aço continuam sendo o carro-chefe do Estado e são responsáveis por quase 60% dos valores exportados no ano, totalizando US$ 1,16 bilhão.

Apesar do claro protagonismo, Frota aponta que segmentos, como o de calçados e de frutas, têm reagido e estão voltando a posições de destaque.

Confira os produtos mais exportados em 2021:

  1. Produtos semimanufaturados de ferro ou aço - US$ 1,16 bilhão
  2. Partes reconhecíveis como destinadas a máquinas - US$ 144 milhões
  3. Outro calçado com sola exterior e parte superior de borracha ou plástico - US$ 84,5 milhões
  4. Cocos, castanha do Brasil e castanha de caju - US$ 69,8 milhões
  5. Crustáceos - US$ 43 milhões
  6. Ceras vegetais - US$ 42,6 milhões
  7. Sumos de frutas ou de produtos hortícolas - US$ 42,1 milhões
  8. Calçado com sola exterior de borracha, plástico ou couro natural - US$ 38 milhões
  9. Melões, melancias e papaias frescos - US$ 35,5 milhões
  10. Couros preparados e couros e peles apergaminhados - US$ 34,6 milhões

Último resultado

Apenas em setembro deste ano, o Ceará alcançou a marca de US$ 338 milhões exportados, valor 146% maior que o registrado no mesmo mês de 2020 (US$ 137 milhões). O valor também é o melhor do ano até o momento.

A gerente do CIN reforça que, após o impacto inicial que a pandemia trouxe no comércio exterior, a internacionalização passou a ser uma das principais saídas das empresas para engatar a retomada.

"Se nós fizermos uma análise do ano anterior, é visível que o comércio internacional foi de fato muito abalado pela pandemia. Mas, por outro lado, nosso discurso foi pautado no fato de que a internacionalização era uma estratégia pra recuperação empresarial", pontua.

"Tivemos algumas ações econômicas que projetaram esse nosso desempenho comercial, mas o que faço questão de comentar é que as empresas se reformularam e aquelas que já tinham experiência no exterior conseguiram usufruir do câmbio convidativo para exportação"
Karina Frota
Gerente do CIN e presidente da Câmara de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro

 

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