Tesouro: Custo dos regimes de previdência estaduais cresceu 8% em 2018

Os valores consideram os aportes realizados pelos cofres estaduais para cobrir o déficit previdenciário de todos os Poderes

Legenda: O boletim mostra ainda uma discrepância de R$ 20,48 bilhões entre os gastos apurados pelo Tesouro e as demonstrações financeiras feitas pelos governos regionais
Foto: Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Enquanto o Senado discute uma PEC paralela para a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência, o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais divulgado nesta quarta-feira (14), pelo Tesouro Nacional mostra que o custo dos regimes previdenciários estaduais cresceu 8% em 2018, passando de R$ 93.896 bilhões para R$ 101,284 bilhões.

Os valores consideram os aportes realizados pelos cofres estaduais para cobrir o déficit previdenciário de todos os Poderes.

"Tal crescimento é indício do problema da insustentabilidade dos regimes de previdência estaduais, tendo em vista o consumo cada vez maior de recursos financeiros, que poderiam estar sendo direcionados para atender e ampliar os serviços básicos exigidos pela sociedade", avalia o Tesouro, no documento.

Apenas os gastos com inativos do serviço público consumiram 15,9% da Receita Corrente Líquida (RCL) dos Estados no ano passado. O boletim mostra ainda uma discrepância de R$ 20,48 bilhões entre os gastos apurados pelo Tesouro e as demonstrações financeiras feitas pelos governos regionais.

"A inclusão de Estados e Municípios na reforma da previdência é fundamental para a trajetória de equilíbrio fiscal. Mesmo que a proposta nacional ainda esteja em discussão no Congresso, os governos locais podem implementar medidas que corrijam distorções que promovem concentração de renda e desigualdade, como a aposentadoria com salário integral, por exemplo", completa o Tesouro.


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