Taxa de inadimplência é a menor do ano

Apesar do aumento da quantidade de pessoas com dívidas, a inadimplência caiu 2 pontos percentuais e atingiu o melhor resultado do ano (7,2%).

O índice de consumidores de Fortaleza que possuem dívidas em atraso superior a 30 dias atingiu o melhor resultado do ano em dezembro, revela a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE). Embora 70,1% dos consumidores da capital possuam algum tipo de dívida, um crescimento de 6,3 pontos percentuais em relação a novembro, a inadimplência caiu 2,0 pontos percentuais (7,2%).

Segundo a pesquisa, o consumidor mostrou dificuldades para gerenciar as dívidas ao longo do ano, pressionado pela crise econômica e pela inflação. Assim, o percentual da renda comprometido com o pagamento de dívidas avançou 0,4 pontos percentuais no mês, fechando o ano com 37,2% da renda familiar dedicada ao pagamento de dívidas – resultado superior à média anual do indicador, de 36,2%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve crescimento de 1,7 ponto percentual, passando de 21,0%, em novembro, para 22,7% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,5%), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (29,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,5%).

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,3%, seguido da contestação da dívida (8,2%).

Comprometimento de Renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados na Capital pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 76,1% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%; carnês e crediário, com 10,8%; e empréstimos pessoais, com 8,0%. 

O crédito foi utilizado principalmente para o consumo de itens de alimentação (53,1%); artigos de vestuário (39,8%); eletroeletrônicos (33,6%); e despesas de educação e saúde (25,6%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.349, com prazo médio de sete meses, comprometendo 37,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento – nível considerado excessivamente elevado. 

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