Sistema B chega a Fortaleza para ampliar impacto das empresas

A proposta do movimento global é sintonizar a iniciativa privada em uma agenda de sustentabilidade ambiental, econômica e social, de forma que o sucesso seja medido pelo bem-estar das pessoas, das sociedades e da natureza

A forma de empreender foi atualizada por alguns modelos de negócios no Brasil e traduzida em uma nova economia, que combina rendimentos a grandes impactos positivos socioambientais. É o chamado Sistema B, no qual o lucro não é o único foco dos empresários.

"Se a empresa não tiver lucro, não vai existir. O problema é que muitas empresas vivem apenas para isso. No caso do Sistema B, que é o mesmo conceito do capitalismo consciente, elas lucram para viver. Nós podemos gerar riquezas, lucro, gerando mais impactos socioambientais, nos preocupando mais com as pessoas", destaca Ticiana Rolim, empresária e atualmente conselheira do Movimento na cidade.

Essa atividade global surgiu em 2012 e logo no ano seguinte quatro empresas brasileiras conseguiram as certificações, sendo avaliadas desde modelos de negócios, questões ambientais e de comunidade, a governança e também relacionamento com colaboradores.

Atualmente, o País já soma 145 representantes, sendo sete participantes da lista de melhores empresas B do mundo, que reúne hoje 203 negócios, o que representa 10% das mais de 2.600 certificadas no mundo. "Temos hoje uma comunidade global de líderes empresariais comprometidos em serem melhores para o mundo", destaca o cofundador do Sistema B Brasil, Marcel Fukayama.

Fortaleza ainda caminha timidamente no processo, com apenas três certificadas. Entre elas está a In3citi, uma investidora de projetos de impactos planejada para ser parte do Sistema B desde o nascimento. Criada em 2017, em abril de 2018 conquistou o certificado. "Para mim, é importante ver que minha empresa está do lado de empresas que têm esse mesmo compromisso. É a forma que eu tenho de dizer 'vamos mudar o mundo', a gente tem essa responsabilidade", pontua o sócio-fundador Haroldo Rodrigues.

Movimento

Mais que ter uma das três empresas certificadas no Estado, Haroldo também está na liderança da "Comunidade B" em Fortaleza, a qual será lançada oficialmente nesta sexta (26). O objetivo é divulgar essa ação global na cidade. "É um movimento que busca sensibilizar os empresários para fazer um processo de autoavaliação, o que não custa nada e ainda vai permitir a empresa abrir uma discussão para saber o quão distante ou próximo ela está para buscar a certificação", diz Haroldo. Pontuando que para validar o certificado é preciso pagar uma taxa anual, que varia de US$ 500 a US$ 50 mil, conforme o faturamento e tamanho da empresa.

O evento abre as portas para o público gratuitamente a partir de 15h, na Fiec. A previsão é reunir cerca de 200 pessoas para compartilhar as experiências das empresas cearenses já certificadas e, em outro momento, apresentar a temática "Economia de impacto" para abordar sobre como as empresas podem ganhar dinheiro e mudar o mundo ao mesmo tempo.

"Nós queremos inspirar as empresas a olharem para esse ponto e estimular que não lucrem a qualquer custo, que elas tenham um propósito antes de pensar em lucrar. Elas têm como fazer isso de forma responsável de forma social e ambientalmente", destaca Ticiana Rolim.

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