Setor imobiliário espera queda dos estoques para voltar a construir em Fortaleza

Construtoras devem iniciar novos empreendimentos até o fim deste ano

Legenda: O setor conta com cerca de 6 mil unidades em estoque na Capital, o dobro da média histórica

Com o estoque de imóveis residenciais em Fortaleza em um nível alto, o setor da construção civil espera que reduzir o número de unidades disponíveis no mercado para voltar a construir em um ritmo mais intenso. “Muitas empresas já estão com seus alvarás prontos, aguardando apenas que haja uma mais uma queda do estoque”, diz André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE).

Embora o nível esteja elevado, a expectativa, seguindo a tendência de vendas observada ao longo de 2019, é de que até o fim deste ano as construtoras já comecem a investir em novos empreendimentos. Desde janeiro, o estoque de imóveis caiu quase pela metade, passando de 11 mil unidades para as atuais 6 mil unidades. No entanto, segundo Montenegro, o estoque médio de Fortaleza gira em torno de 3 mil unidades. “A gente acredita que estoques vão diminuir ainda em 2019, a partir daí, as empresas começam a construir”, diz.

Preços

Um dos fatores que podem contribuir para a queda dos estoques em Fortaleza é preço de venda dos imóveis em Fortaleza, que apresenta queda no acumulado de um ano, na contramão do média nacional. De acordo com o Índice FipeZap de Venda Residencial, que faz o levantamento do preço de imóveis anunciados, nos últimos 12 meses encerrados em setembro, o preço médio dos imóveis na Capital recuou 2,79%, a segunda maior queda entre as 16 capitais monitoradas. Considerando todas as capitais pesquisaas, o Índice FipeZap acumula um avanço de 0,28%.

Financiamentos

Com a recuperação do mercado imobiliário no País e a expectativa de aceleração do crescimento, os bancos começaram  procurar as incorporadoras para oferecer empréstimos para a construção de novos empreendimentos, de acordo com Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O movimento, no entanto, ainda não é uma realidade no Ceará.

“Aqui, as empresas ainda estão analisando a viabilidade de novos empreendimentos, mas tudo vai depender da redução dos estoques”, reforça André Montenegro.

Segundo o Secovi-SP, no acumulado de janeiro até agosto, os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança registram alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi mais intenso nas concessões voltadas às incorporadoras para construção, que subiram 47,2%, enquanto os empréstimos para consumidores realizarem a compra aumentaram 20 9%, segundo levantamento da consultoria Tendências.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre negócios

Assuntos Relacionados