Renda e empregos nas baladas e negócios na noite da Capital

Fortaleza oferece opções de ponta a ponta para quem deseja se divertir de segunda-feira a segunda-feira. Tamanha diversificação tem produzido negócios rentáveis para o empresariado local

Fortaleza pulsa. A cidade, em meio ao mês de férias e período Pré-Carnaval, não para. De segunda a segunda, a Terra da Luz vira a Terra da Balada durante a noite. Opções para diversos gostos, estilos e bolsos. Conforme a reportagem apurou, há estabelecimento faturando cerca de R$ 200 mil por fim de semana em Fortaleza. E há quem gaste até R$ 1 mil, em média, por noite.

Além da notória geração de renda, a efervescência noturna fortalezense ainda é responsável por ocupar um bom número de pessoas que trabalham nos estabelecimentos e deles tiram o sustento da família ou o complemento da renda mensal.

Para (muito) além da Praia de Iracema e da Varjota, já conhecidos corredores gastronômicos, frequentados por um número considerável de pessoas, a cidade hoje oferece opções praticamente de ponta a ponta.

A descentralização de points é notória ao dar uma volta pelas ruas de bairros mais periféricos e observar bares, restaurantes e pubs lotados.

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Dentre estas opções mais afastadas, uma que certamente se destaca é a Route 222 - Pub and Lounge. Localizada às margens da BR-222, já em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a casa é frequentada principalmente por fortalezenses. De acordo com o diretor do estabelecimento, Renato Pierot, são em média seis mil pessoas que passam por lá nos fins de semana - a casa abre às sextas-feiras e aos sábado.

Público

Funcionando há cerca de um ano, a Route 222 é local de encontro para quem gosta de curtir som automotivo. Nos dois dias de festa, o espaço fica cheio e recebe um dos maiores números diários de público que a reportagem localizou na apuração. A casa conta com aproximadamente 140 funcionários, entre administradores, seguranças, barmans e outros. "O grande público da casa é de Fortaleza, de bairros diversos, como Mucuripe, Meireles, Aldeota, Montese, Messejana. Temos estacionamento, lounge, bar internacional, bar tradicional. É um ambiente já focado em um público diferenciado. Temos uma boate com grande estrutura de luz, espaço de descanso e parceria com táxi e Uber cadastrados", disse.

O empresário, que está no ramo há cerca de 10 anos, diz que um dos grandes gargalos do negócio ainda é a burocracia. "O básico para qualquer empresa funcionar é o alvará de funcionamento que, pra gente conseguir, é exigida uma série de documentos. Matrícula do imóvel, medição, estudos de impacto ambiental, registro da empresa à Junta Comercial, uma série de coisas. E depois de juntar toda essa documentação, que não é fácil, você dá entrada na Secretaria de Planejamento e tem que esperar. Há relatos de quem espera até um ano, em Caucaia, para conseguir um alvará e começar a funcionar sua empresa de forma legal", reclamou.

Pierot não revela valores de faturamento da empresa, mas admite que não há o que reclamar quanto ao fluxo de pessoas que frequentam a Route 222. Ainda assim, planeja ampliar o espaço para atingir a marca de 10 mil pessoas. Dentre os projetos, está a de diversificar as atrações e, assim, conseguir gerar ainda mais renda e empregos.

"A casa gira em torno do som automotivo. Mas, periodicamente, a gente faz festas diferentes. Fizemos Mara Pavanelli, Taty Girl. Fazemos forró, música eletrônica. Tivemos um evento que durou 24 horas, com DJs estrangeiros. Para 2018, quero focar em grandes eventos. A cada três meses fazer um evento de grande porte, como Jorge e Mateus, Safadão, Vila Mix. Tudo na vida só depende da gente. E a casa hoje tem condições de comportar grandes eventos", revelou.

Nesta época do ano, contudo, Pierot admite que o movimento cai um pouco, devido à concorrência das diversas festas com a temática de Pré-Carnaval espalhadas pela Capital.

"No ano, o menor movimento do meu empreendimento é esse, do Pré-Carnaval, pois aparecem mais opções de entretenimento na cidade, e isso divide o público. Para driblar, estamos inovando sempre. Quem vê festa e entretenimento, não imagina o que tem por trás", pontuou.

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