Reforma administrativa fortalece desenvolvimento econômico no CE

Governo optou por tornar a SDE mais robusta para a próxima gestão, em uma estratégia que aposta na integração entre as pastas para alcançar resultados como a diminuição da desigualdade no Estado

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) saiu mais fortalecida em todas as instâncias depois que o governador Camilo Santana reestruturou as pastas para o próximo mandato. De acordo com o secretário-chefe do Gabinete do governador, Élcio Batista, é prioridade do governo o desenvolvimento econômico sustentável alicerçado em três pilares.

"Há uma percepção clara desde o início do nosso governo de que o Estado precisa ter muito crescimento econômico. Diante disso, a ideia é melhorar o ecossistema de negócios, a produtividade e a atração de talentos. A gente tem que ser mais produtivo para crescer mais. E precisamos de pessoas qualificadas. Na hora que eu tiver isso, elas vão ser mais produtivas e vão empreender mais".

O modelo proposto pelo governo envolve algumas alterações na SDE, como a criação da Secretaria Executiva do Agronegócio, da Indústria, de Comércio e Serviços e do Trabalho e Empreendedorismo. "Na Secretaria da Indústria, por exemplo, eu vou ter uma pessoa especialista, que conhece o setor industrial do Ceará, que conhece as transformações. 70% da economia do Estado é de comércio e serviços, então eu tenho uma pessoa pensando nisso, na dinâmica desse setor. E a gente trouxe também a área de trabalho e empreendedorismo que estava na STDS e colocou dentro da economia", disse.

Segundo ele, esta última secretaria executiva deve atuar para gerar emprego e renda. "Quando estava (a subsecretaria) no Trabalho e Desenvolvimento Social, mais parecia uma atividade assistencialista, não numa visão moderna de trabalho. E trabalho não apenas como emprego, mas tendo uma finalidade econômica clara. Essa área se torna então uma secretaria que passa a tratar dos negócios que formam a economia do Ceará de forma mais precisa e objetiva".

Agilidade

De acordo com o secretário, a reestruturação deve melhorar significativamente a agilidade de novos negócios no Ceará. "A Junta Comercial do Ceará (Jucec) já passou por um processo de melhora na gestão. Melhorou muito o desempenho, mas vinculada à SDE, a gente vai fazer com que esse ecossistema de negócios funcione com muito mais fluidez. E a relação da SDE com o setor produtivo vai ficar muito mais fácil", atesta.

Batista também afirma que, além da Jucec, abaixo da SDE ficarão Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, Zona de Processamento de Exportação e Cipp SA. "Isso forma, digamos, um ambiente altamente propício para as empresas do Estado terem a sua capacidade de indução do desenvolvimento e terem uma relação com o setor privado, fomentando o nascimento de empresas no setor privado. Essa parte da economia vai dar ao Ceará condições para crescer de forma mais veloz".

Contas

O chefe de gabinete ainda destacou que, "do ponto de vista fiscal, o Estado, nos últimos quatro anos, esteve entre os três estados, em termos absolutos, que mais investiu no País". "E nos últimos dois anos, vai ter o maior percentual em termos de investimento relativo. Ou seja, quando eu olho o tamanho do investimento com a receita corrente líquida o Ceará é o primeiro em 2017 e será o primeiro neste ano", afirmou sem mencionar números. Conforme o secretário, o Estado ainda melhorou a geração de emprego, recuperação da indústria e da agricultura neste ano.


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