Produção industrial avança em 16 dos 26 ramos investigados em fevereiro, diz IBGE

Dentre as atividades, a influência mais significativa foi de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7%), seguida de fabricação de produtos alimentícios (3,2%) e produtos de derivados do petróleo (4,3%)

Legenda: O segmento vestuário e acessórios apresentou uma variação negativa de 4,8%, impedindo uma alta maior na indústria nos dois primeiros meses do ano

A indústria registrou avanços na produção em 16 das 26 atividades pesquisadas na passagem de janeiro para fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global a produção cresceu 0,7%.

"É o perfil mais disseminado de avanços desde junho do ano passado", observou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Entre as atividades, a influência positiva mais significativa foi de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7%).

"Em veículos, a alta de produção teve como consequência um aumento do nível de estoques do setor. É claro que isso pode trazer mais à frente algum tipo de controle do ritmo de produção dessa atividade", ponderou Macedo. "Muito dessa expansão pode estar diretamente relacionada a uma antecipação da produção relacionada ao feriado de carnaval que ocorreu no mês seguinte, em março", acrescentou.

Também impactaram positivamente a média global a fabricação de produtos alimentícios (3,2%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3%).

Outros avanços relevantes foram de máquinas e equipamentos (1,7%), bebidas (1,1%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1,6%), metalurgia (0,6%) celulose, papel e produtos de papel (0,9%) e outros equipamentos de transporte (2,8%).

Na direção oposta, impediram uma alta maior na indústria no mês os desempenhos negativos das indústrias extrativas (-14,8%), vestuário e acessórios (-4,8%), produtos de metal (-2,0%), móveis (-4,1%), produtos do fumo (-8,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%).

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