Previsão de queda do PIB de 2020 passa de 5,66% para 5,62% no Focus do BC

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 2,97% para 2,90% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,24%

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Legenda: A expectativa para a economia este ano passou de retração 5,66% para queda de 5,62%.
Foto: Agência Brasil

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,66% para queda de 5,62%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 6,10%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

No Focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2020 passou de baixa de 7,92% para queda de 7,87%. Há um mês, estava em baixa de 9,00%.

No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial saiu de 4,00% para 5,42%, ante 4,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 permaneceu em 67,50%. Há um mês, estava em 67,30%. Para 2021, a expectativa seguiu em 69,83%, ante 69,60% de um mês atrás.

IPCA
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de preços em 2020, foi mantida. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA neste ano permaneceu em alta de 1,63%. Há um mês, estava em 1,72%.  A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3 25%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação segue bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5 00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 passou de 1,51% para 1,58%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 2,78% para 2,89%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,80% e 2,80%, respectivamente.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 passou de 3,50% para 3,48%, ante 3,50% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,25%, mesmo patamar de quatro semanas antes.

Na semana passada, ao cortar a Selic (a taxa básica da economia) de 2,25% para 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central atualizou suas projeções para a inflação.

No cenário híbrido que utiliza câmbio fixo e juros do mercado financeiro, conforme o Relatório de Mercado Focus, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2020 de 2,0% para 1,9%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,2% para 3,0%. O BC ainda ampliou o horizonte de projeções para 2022, com a estimativa para a inflação em 3,4%.

De acordo com a autoridade monetária, esse cenário híbrido considera que a Selic encerra este ano em 2,00% ao ano, sobe para 3,00% a.a. ao fim de 2021 e chega a 5,00% no fim de 2022.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA em agosto de 2020, de alta de 0,08%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,12%.

Para setembro, a projeção no Focus seguiu em alta de 0,17% e, para outubro, continuou em alta de 0,24%. Há um mês, os porcentuais indicavam altas de 0,19% e 0,24%, respectivamente.

No Focus desta segunda-feira, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 2,97% para 2,90% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,24%.

Dólar
O Relatório de Mercado Focus  mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,20, igual a um mês atrás. Para 2021, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 5,00, mesmo patamar de quatro pesquisas atrás.

Selic
As projeções para a Selic (a taxa básica da economia) foram mantidas  no fim de 2020. De acordo com o Relatório Focus,  a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 permaneceu em 3,00% ao ano, igual a quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção passou de 5,00% para 4,90%, ante 5,00% de um mês antes. Para 2023, permaneceu em 6,00%, igual a quatro semanas atrás.

Na semana passada, ao cortar a Selic (a taxa básica da economia) de 2,25% para 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconheceu que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 permaneceu em 1,88% ao ano, mesmo patamar de um mês antes. No caso de 2021, passou de 2,25% ao ano para 2,00% ao ano, ante 2,38% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2022 no Top 5 seguiu em 4,50%. Há um mês, também estava em 4,50%. No caso de 2023, permaneceu em 5,75%, como já estava quatro semanas antes.

Balança Comercial
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, em superávit comercial de US$ 55,00 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 54,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 53,31 bilhões para US$ 53,35 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,25 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 continuou em déficit de US$ 6,21 bilhões, ante US$ 9,50 bilhões de um mês antes.

Para 2021, a projeção de rombo seguiu em US$ 15,60 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 19,50 bilhões.

De acordo com os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 continuou em US$ 53,75 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,00 bilhões.

Para 2021, a expectativa seguiu em US$ 65,96 bilhões, ante US$ 64,10 bilhões de um mês antes.

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