Prévia da inflação em Fortaleza tem menor elevação do País

De acordo com o IBGE, na Capital, a alta de 2,55% no preço dos combustíveis foi aliviada pela deflação de 7,70% do grupo educação

Legenda: Segundo a pesquisa, o valor da gasolina registrou um aumento de 2,63%
Foto: Reinaldo Jorge

Fortaleza registrou a menor prévia da inflação do País em agosto, com elevação de 0,11%. O resultado é inferior ao visto na média do País de 0,23%, de acordo com os dados da pesquisa Índice do Consumidor Amplo (IPCA-15), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (25).

Para Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon), a estabilidade dos preços indicam um "cenário positivo".  "Isso é um cenário positivo de que a gente deve encontrar uma maior estabilização dos preços. No entanto, também são consequências do desemprego elevado, diminuição da renda das famílias e também pelo crescimento menor da demanda", avalia.

Os combustíveis foram os itens que mais pressionaram a prévia da inflação na Capital, com alta de 2,55%. O valor da gasolina registrou um aumento de 2,63%, seguido do óleo diesel (1,71%) e gás veicular (0,79%). 

Equilíbrio

A pressão ocasionada pelo preço dos combustíveis foram amenizadas com as fortes quedas nos valores do grupo educação. Na Capital, o segmento registrou uma deflação de 7,70%,  com destaque para os subitens: pré-escola (-18,69%), ensino médio (-9,79%), ensino fundamental (-9, 42%) e cursos regulares (-9,22%).

De acordo com Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon), a educação vem sofrendo grandes impactos pela pandemia do novo coronavírus, mas isso vem "ajudando" no controle da inflação.

"O segmento educacional tem tido grandes perdas, pois  houve redução da mensalidade de muitas escolas, algumas reduções  impostas pelas leis estaduais, outras por negociação direta e isso vem ajudando no controle da inflação", comenta.

Alta 

A pesquisa do IBGE revela que de todos os itens pesquisados, o acesso à internet foi o que registrou a maior alta, com elevação de 12,85%. O presidente do Corecon revela que esse fator é um reflexo da pandemia, já que muitas pessoas tiveram que aderir o teletrabalho, além da questão do ensino que passou a depender dos meios virtuais para continuarem.

"A busca por serviços de internet mais rápidos e de melhor qualidade cresceram durante a pandemia, não só pela questão do home office, mas também pela questão dos estudos.  As escolas também precisaram incorporar o ensino a distância, ter um acesso de qualidade é fundamental. Em uma casa, podem existir duas ou mais pessoas de home office, além das que estudam", pontua. 

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta, sendo eles: comunicação (2,15%), artigos de residência (1,13%), saúde e cuidados pessoais (0,94%), transporte (0,82%), alimentos e bebidas (0,62%) , habitação (0,50%) e despesas pessoais (0,09%). 

 Com o resultado, a Capital acumula alta de 1,84% no ano e de 2,96% nos últimos 12 meses.  

 

 

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