Potencial de crescimento de grandes países têm pior queda da história por coronavírus, diz OCDE

Em comparação com março do ano passado, o indicador caiu 1,26% para o Brasil, 0,39% para os EUA, 2,25% para a Alemanha e 0,93% para as sete maiores economia do mundo

Foto: Foto: Warley de Andrade/TV Brasil

Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e outras das principais economias globais tiveram em março a maior queda de suas histórias em seu potencial de crescimento, estimou nesta quarta (8) a OCDE (organização que reúne 36 dos principais países do mundo). O cálculo faz parte do CLI, indicador composto que projeta pontos de virada nos ciclos de negócios.

Em comparação com março do ano passado, o indicador caiu 1,26% para o Brasil, 0,39% para os EUA, 2,25% para a Alemanha e 0,93% para as sete maiores economia do mundo. O CLI mostra movimentos de curto prazo em relação a seu potencial de longo prazo, ou seja, uma queda no indicador não é uma medida do grau de contração do PIB, mas uma indicação da força com que os países entraram nessa fase de contração.

Como medida de comparação, a organização diz que o sinal é mais forte agora do que era na época da crise financeira de 2008. Segundo a OCDE, a queda revela o "considerável choque econômico causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e seu impacto imediato na produção, consumo e confiança, após medidas de lockdown".

A organização ressalva que, nos próximos meses, será preciso ponderar a interpretação do CLI (e de indicadores futuros em geral), por dois motivos. O primeiro é que há muita incerteza sobre a duração das quarentenas, o que reduz muito a capacidade de o indicador prever movimentos futuros nos ciclos de negócios.

Além disso, o CLI não consegue antecipar o fim da desaceleração, também porque não está clara a severidade e a duração das restrições impostas. O indicador começará a recuperar sua capacidade de prever quando empresas e consumidores começarem a se adaptar às novas realidades.

Segundo a OCDE, para melhorar a capacidade de previsão será fundamental que os governos comecem a formular e comunicar estratégias de longo prazo, além das medidas imediatas iniciais que eles tiveram que impor.


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