Polo vai girar R$ 20 mi; CE quer mais empresas

Instalação dos empreendimentos deve começar no 2º semestre com cinco ou seis indústrias, diz a Adece

Legenda: Durante cerimônia, o governador Camilo Santana entregou a estrutura do Polo e a autorização para as empresas que se instalarão no espaço
Foto: FOTO: TIAGO STILLE

Após a entrega da primeira etapa do Polo Químico de Guaiuba realizada ontem (25), a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) agora trabalha para ocupar os 12 hectares restantes dos 42 hectares do terreno que vai receber o equipamento. De acordo com o presidente da Agência, Eduardo Neves, as 27 empresas confirmadas para integrar o empreendimento abrangem cerca de 30 hectares do espaço. "Imaginamos que venham mais empresas. Estamos trabalhando para trazer empresas âncoras, maiores. É questão de tempo e amadurecimento do próprio Polo", diz.

"Temos mais 12 hectares disponíveis e há a possibilidade de ampliar esse espaço. Nós estamos com mais de 50% do espaço já prometido para a instalação das empresas que demonstraram interesse", destaca o presidente da Adece. Inicialmente, devem se instalar entre cinco e seis das 27 empresas já confirmadas no complexo, que deve movimentar cerca de R$ 20 milhões por ano quando estiver em pleno funcionamento.

Na prática, foi entregue ontem a parte estrutural do espaço. "A Adece entra com a estrutura básica, os acessos, masterplan e drenagem. Essa primeira etapa está pronta. Agora, são as empresas que vão iniciar suas obras para entrarmos com a segunda etapa, que completa todo o distrito". O governo investiu cerca de R$ 10,2 milhões em obras estruturais no espaço por meio da Adece. Para se instalarem no local, as indústrias devem aportar cerca de R$ 100 milhões.

O governo espera a geração de 2 mil empregos diretos e 7,5mil postos de trabalho indiretos. Durante a solenidade de entrega da parte estrutural do Polo Industrial Químico de Guaiuba, as empresas já receberam a autorização para a instalação de seus galpões. As primeiras empresas a se instalarem no complexo devem ser a Fortfix, Wanaquímica, Daneto, Tá Limpo, Intrapack e a Oswaldo Cruz Química.

As obras de instalação das primeiras indústrias devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano e, em um ano, devem estar operando. "No segundo semestre de 2019 com certeza teremos empresas operando. É o que temos planejado. Nos reunimos constantemente com os empresários, trabalhamos a quatro mãos", ressalta ainda o presidente da Adece.

A iniciativa de criação do equipamento partiu do Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destilação e Refinação de Petróleo no Estado do Ceará (Sindquímica), que ficará responsável pela gestão do condomínio industrial. Para o presidente do Sindquímica, Marcos Soares, frisa que, com o Polo, haverá a transferência de empresas hoje instaladas em Fortaleza e expansão de outras.

"O setor químico é muito participativo no estado do Ceará. Lá, vão se instalar indústrias de cosméticos e plásticos. A gente quer concentrar a indústria química em um local adequado, com estação de tratamento de esgoto, de afluentes e tudo isso está sendo adequado (em Guaiuba) para o setor químico. Lá, vamos compartilhar segurança, tecnologia, controle de qualidade e qualificação de mão de obra", acrescenta.

Mão de obra qualificada

Uma das preocupações do Sindiquímica com a criação do Polo foi em relação à mudança da grade curricular da escola profissionalizante do município de Guaiuba. "Criamos cursos de química, logística, administrativo, mas mesmo assim não temos mão de obra qualificada abundante para atender a todas as indústrias", diz.

"(O Polo) é um modelo de gestão novo, um condomínio com a gestão corporativa feita pelo Instituto Orbitar, que fará a interlocução com a Adece, universidades e centros de pesquisa e indústria. Tudo isso cria uma ambiência para desenvolver as indústrias que vão para o Polo. A gente já fez parcerias com universidades da região para ter disponibilidade de estagiários e de projetos", finaliza.

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