Pedidos por seguro-desemprego caem no Ceará em 2020 mesmo com pandemia

Foram contabilizadas, no Estado, 194.900 solicitações para o benefício no ano passado contra 201.217 em 2019

O número de pedidos de seguro-desemprego no Ceará caiu 3% em 2020 em relação ao ano anterior. Segundo dados do Sine/IDT, foram contabilizadas, no Estado, 194.900 solicitações para o benefício no ano passado contra 201.217 em 2019.

Segundo Neto Oliveira, coordenador do setor de seguro-desemprego do IDT, a redução foi causada pelo bom nível de recuperação econômica durante o processo de retomada durante a crise do novo coronavírus no Ceará e pela mudança do perfil do emprego no País.

"Somente no segundo trimestre de 2020, no Ceará, houve um aumento da demanda pelo benefício, por conta da pandemia. Abril, maio e junho tiveram uma média de 30% de alta se comparado a igual período do ano anterior", disse o coordenador.

O que explica a queda

Contudo, Oliveira destacou o planejamento do Governo do Estado durante a elaboração e implementação do plano de retomada. Ele também ponderou que o mercado de trabalho no Brasil e no Ceará vem apresentando um aumento do número de informais, pessoas que não têm direito ao seguro-desemprego.

"O que leva a essa queda é que tivemos uma boa retomada econômica no Ceará no segundo semestre e o Estado vem se destacando em relação ao resto do Brasil na geração de empregos. Mas relação de trabalho tem mudado, aí temos visto um aumento do trabalho informal e, por conta disso, também temos menos pedidos de seguro-desemprego", apontou Neto. 

Setores 

Os dados do IDT ainda apontam que o setor de serviços foi o que gerou o maior número de pedidos de seguro desemprego no Ceará em 2020. Foram 78.832, representando 40,45% do total de pedidos. 

O ranking segue com comércio (50.668), indústria (42.638), construção civil (18.553), agropecuária (4.195). 

Dados

Com relação ao gênero, os homens acumularam o maior número de pedidos pelo seguro,  com 63,55% do total (123.858). Já as mulheres foram responsáveis por 36,45% (71.042) das solicitações no ano passado. 

Com relação à faixa etária, os mais afetados tinham entre 30 e 39 anos, com 70.795 solicitações. As faixas entre 25 a 29 anos (40.381) e 18 a 24 anos (29.156) aparecem logo em seguida no ranking do IDT. 

Com relação aos rendimentos mensais, o maior número de pedidos pelo seguro foi feito por pessoas que ganhavam entre 1,01 a 1,5 salário mínimo (108.308).

Quero receber conteúdos exclusivos sobre negócios

Assuntos Relacionados