Para indústria, tributos são o principal obstáculo para atividade no País

De acordo com levantamento da FIEC, 88% dos entrevistados consideram que os tributos são excessivos. O recolhimento dos impostos também é apontado como problema por 53% das empresas

Legenda: Para o industrial cearense, a tributação sobre folha de pagamento (45%) e a tributação em cascata (40%) também foram enumeradas como um dos principais problemas do sistema de tributos nacional
Foto: Foto: Amanda Oliveira

De acordo com a pesquisa de Sondagem da Tributação, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), através do Observatório da Indústria, a maioria dos empresários do ramo da indústria avaliam o sistema tributário como “ruim”. Na pesquisa, 88% dos entrevistados consideram que os tributos são excessivos, bem como o recolhimento dos tributos também são classificamos como problema para 53% das empresas.

Para o industrial cearense, a tributação sobre folha de pagamento (45%) e a tributação em cascata (40%) também foram enumeradas como um dos principais problemas do sistema de tributos nacional.

Além disso, a sondagem avaliou 6 aspectos qualificados como importantes para os industriais, como tributos, simplicidade, direitos e garantias, transparência, estabilidade das regras e segurança jurídica.

Já entre os tributos específicos, o INSS foi classificado como o mais prejudicial aos industriais para 31% dos empresários, seguido de perto pelo ICMS, com 30%. Além disso, 16% dos respondentes consideram o PIS/Cofins como o tributo que mais causa impactos negativos.

Para 36% da categoria, uma das sugestões de melhorias para agilizar o sistema tributário seria a unificação das alíquotas entre os Estados, como também a simplificação de procedimentos, com 31%. O estabelecimento de uma legislação nacional aplicada a todos os Estados (28%) e a permissão da apropriação imediata dos créditos do ICMS pago em todas as aquisições de empresas (18%) também apresentaram valores consideráveis.

Gargalos para produtores rurais

Uma pesquisa feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), elaborada em todos os Estados do Brasil, apontou as 10 principais demandas prioritárias para alavancar o desenvolvimento do setor rural. Para 49,7% das pessoas entrevistadas, os custos de produção são um dos pontos mais importantes, seguidos por infraestrutura e logística, com 40,9%, qualificação de mão de obra (36,1%) e posteriormente questões ambientais 35,2%.

“O objetivo do levantamento foi saber a opinião do produtor rural que está na base sobre o que ele de fato precisa”, apontou André Sanches, secretário-executivo do CNA.

Além disso, para a categoria de produtores, o crédito rural foi apontado como a maior necessidade para 59% dos agricultores e 62% dos pecuaristas. Depois do crédito, vêm os custos de produção, logística, infraestrutura e qualificação de mão de obra.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou recentemente de uma audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal para debater sobre a importância do crédito rural e do seguro agrícola. O órgão propôs que haja mais alternativas de crédito rural para ampliar a concorrência e desburocratizar a tomada de recursos para o produtor.

No Ceará, também foi realizado um evento promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), no qual foram debatidos temas de interesse do produtor cearense, como resultados de projetos para o semiárido e os principais obstáculos atualmente.