Investimentos em renda fixa acompanham crescimento econômico

Com o avanço esperado para a indústria da construção civil neste ano, Letras de Crédito Imobiliárias (LCIs) devem ser o carro-chefe dos investimentos em renda fixa para 2019, conforme avalia economista

Se por um lado a recuperação da economia impacta diretamente no resultado das empresas brasileiras e, consequentemente, no preço de suas ações, alguns produtos de renda fixa também são beneficiados pelo crescimento econômico, a exemplo dos títulos utilizados para financiar o setor produtivo, como a Letra de Crédito Imobiliária (LCI), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) ou debêntures (títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas).

As letras de crédito funcionam como outros títulos públicos: o investidor compra parcelas da dívida e é remunerado com os juros. "Dentro da renda fixa, talvez o segmento da construção civil, com as LCIs, deve ser o carro-chefe para 2019, podendo apresentar as maiores remunerações", aposta o economista Ricardo Coimbra. "Esse setor já vem mostrando recuperação desde o ano passado, e há uma boa perspectiva para ele neste ano".

Coimbra também observa boas perspectivas para as LCAs neste ano, com o aumento da produção do agronegócio. "LCI e LCA são mecanismos que geram recursos para construção civil e agricultura, segmentos que devem ter uma maior lucratividade em 2019", aponta.

A vantagem dessas aplicações, na comparação com os tradicionais CDBs, é que elas são isentas de Imposto de Renda (IR). Entretanto, cada instituição financeira tem seus próprios produtos, com diferentes remunerações.

O principal risco, segundo Coimbra, é de o banco não conseguir honrar a remuneração acordada com o cliente. "É importante observar se aquela aplicação está coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre o valor de até R$ 250 mil, por CPF".

CDB

Já o Certificado de Depósito Bancário (CDB), uma das aplicações de renda fixa mais conhecidas, é um título emitido pelos próprios bancos para arrecadar capital. A rentabilidade costuma estar atrelada à taxa básica de juros (Selic), mas, em geral, os bancos de pequeno porte oferecem rendimentos mais atrativos para os investidores. E, quanto maior o prazo da aplicação, maior a rentabilidade. Embora conte com a cobertura do FGC, o rendimento do CDB é tributado pelo imposto de renda.

Tesouro Direto

Cada vez mais popular entre os investidores brasileiros, o Tesouro Direto fechou o ano de 2018 com um estoque de R$ 54,2 bilhões, o que representou um aumento de 11,84% em relação ao ano anterior. Segundo balanço do Tesouro Nacional, as vendas superaram os resgates em R$ 790,4 milhões em dezembro de 2018, o maior saldo positivo mensal desde setembro.

O Tesouro possui três tipos de títulos emitidos pelo Governo Federal: os atrelados à inflação, os indexados à Selic e os prefixados. Em geral, os títulos indexados à Selic são os mais indicados para formação de uma reserva de valor, cumprindo papel semelhante ao da caderneta de poupança, mas com liquidez diária, maior retorno financeiro e a mesma segurança.

Já os outros títulos pré e pós-fixados, cujos prazos de resgate são mais longos, têm maior volatilidade e mais risco. Caso o investidor precise resgatar o título antes do vencimento é possível que acabe com um valor menor do que investiu. Mas se esperar o prazo acordado, receberá o valor principal acrescido da taxa contratada (no caso dos títulos prefixados) ou acrescido da inflação no período mais uma taxa predeterminada (no caso do Tesouro IPCA).

Dessa forma, antes de investir na renda fixa é preciso observar o prazo de vencimento e liquidez. O próprio Tesouro Direto, inclusive, oferece uma ferramenta que apresenta as opções de investimento mais alinhadas aos objetivos financeiros dos investidores.

Alguns produtos de renda fixa também são beneficiados pelo crescimento econômico, a exemplo dos títulos utilizados para financiar o setor produtivo, como a LCI, a LCA ou debêntures

Você tem interesse em receber mais conteúdo de negócios?

Assuntos Relacionados