Investimento em carreira de personal trainer varia em até R$ 70 mil

A Sociedade Brasileira de Personal Trainer (SBPT) aponta que preparadores físicos apostam em capacitação para se destacar em um cenário concorrido. No Ceará, profissionais oferecem serviços diferenciados para atrair clientes

Legenda: A experiência e os alunos fixos não fizeram Leandro deixar de fazer cursos
Foto: Foto: arquivo pessoal

Interessados em atuar na área do esporte têm investido recursos em capacitação no mercado que envolve a instrução de exercícios. De acordo com uma média atual feita pela Sociedade Brasileira de Personal Trainers (SBPT), os investimentos individuais podem chegar a R$ 70 mil em Ensino Superior, cursos de capacitação e pós-graduação. 
E os números mostram procura significativa. O Nordeste é a terceira região do País no número de profissionais intitulados como “personal trainers”, representando 12%, com um total de 10.200, conforme a última pesquisa feita, em 2014. Na ordem, a região fica atrás do Sudeste (56%) e Sul (19%), respectivamente. No geral, são 85 mil profissionais em todo o País. 

De acordo com Marcos Tadeu, presidente da SBPT, o mercado tem favorecido a adesão de pessoas na área. “Sem dúvida, cresceu muito, principalmente nos anos 2000. Na época, quem fazia os clientes eram todas pessoas de muito poder aquisitivo. Depois, com a estabilização do Plano Real, a classe média obteve uma renda maior, o que consequentemente estimulou a procura por esse tipo de serviço”. 

A pesquisa também revelou que o faturamento deste segmento chegou em R$ 2,5 bilhões. Indagado sobre a variação de preços, Tadeu esclareceu que os preços ficam entre R$ 30 e R$ 200 por hora. “É uma média de 15 alunos por mês. É um serviço específico, que nem todo mundo pode pagar, mesmo oferecendo o valor mais barato”, observa. Sobre as perspectivas de mercado, o presidente da SBPT revela que, atualmente, os profissionais têm se especializado para atender públicos diferenciados. “Hoje, alguns profissionais se capacitam para atender a terceira idade, cadeirantes ou pessoas com problemas de saúde. Inclusive, na era da internet é mais fácil se direcionar para esses grupos”, diz.

Atuação 

Mesmo para quem já possui experiência na profissão, a busca pelo aprimoramento dos serviços é contínua. Laércio Almeida, educador físico e personal da Ayo Fitness Club, tem experiência de seis anos como personal, conta com 13 alunos fixos e ainda investe em mais qualificação para aperfeiçoar seu atendimento aos alunos. 

Para ele, a formação profissional foi um dos pontos a seu favor num mercado competitivo. “Eu já tenho uma pós-graduação em treinamento de força, que é um tipo de especialização na minha área. Mas o que está mais em alta é investir em recursos ligados à tecnologia, tipo ofertar uma consultoria online que possibilita o aluno treinar fora da academia, numa viagem, por exemplo. Eu também invisto muito na área técnica e cursos. Isso faz diferença para que eu me destaque”, afirma. 

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