Intenção de compra cresce em Fortaleza 3,8 pontos percentuais no mês

Apesar do crescimento na intenção de compra, confiança do consumidor ficou estável em setembro

Legenda: Entre os três estratos salariais pesquisados, o grupo com renda familiar inferior a cinco salários mínimos foi o que apresentou aumento na intenção de compra
Foto: Natinho Rodrigues

Impulsionada pelos consumidores com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos, a taxa que mede a pretensão de compra em Fortaleza passou de 35% em agosto para 38,8% em setembro, avanço de 3,8 pontos percentuais. Os dados foram divulgados hoje (16) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).

Entre os três estratos salariais pesquisados, o grupo com renda familiar inferior a cinco salários mínimos foi o que apresentou aumento na intenção de compra, que passou de 32,1% em agosto para 37,6% em setembro.

Entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos, a intenção de compra caiu de 49,5% em agosto para 47,9% em setembro. Entre os que ganham acima de dez salários mínimos, a queda foi ainda maior: passou de 44% em agosto para 36,1% em setembro.

De acordo com a pesquisa da Fecomércio, o valor médio das compras é estimado em R$ 595,91 e 62,4% dos que pretendem comprar em setembro estão dispostos a gastar mais de R$ 1 mil. Os móveis são os itens mais desejados pelo consumidor de Fortaleza (16,3%), seguidos pela televisão (13,2%); itens de vestuário (12,5%) e geladeira (12%).

Confiança do consumidor

Apesar do crescimento na intenção de compra do fortalezense, o índice que mede a confiança do consumidor ficou estável com leve decréscimo de 0,6 pontos. O indicador passou de 110,8 pontos em agosto para 110,2 pontos em setembro. De acordo com a Fecomércio-CE, "a manutenção na casa dos 110 pontos freia a tendência de alta no índice de confiança do consumidor desde de abril (menor índice do ano)".

O índice que mede a confiança foi maior entre os entrevistados do sexo masculino (110,4 pontos) e também foi mais expressiva entre os consumidores com idade entre 18 e 24 anos (111,7 pontos). Considerando a escolaridade, a faixa com ensino superior é a mais confiante (109 pontos). 

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