Hidrogênio verde: Parque de Itaipu busca parceria com o Ceará para capacitar profissionais

Negociações estão em estágio inicial e não há previsão para início do projeto, que seria baseado na troca de conhecimentos e capacitação de pessoas

Legenda: Projeto de capacitação de pessoas acerca da produção de hidrogênio verde no Ceará seria feito através de um trabalho conjunto do PTI com universidades
Foto: Shutterstock

O Estado poderá ter um novo apoio no projeto de impulsionar o mercado de hidrogênio verde no Ceará. Representantes do Governo iniciaram conversas para uma parceria de troca de conhecimento e tecnologia com o Parque Tecnológico Itaipu (​PTI). A informação foi confirmada por Rodrigo Régis, diretor de negócios e inovação do PTI. 

As negociações, contudo, ainda estão em estágio inicial e não há previsão de um anúncio formal para o trabalho conjunto do PTI com o Governo do Estado. 

De acordo com Régis, a parceria estaria focada na troca de informações e conhecimento sobre os procedimentos necessários para a produção em escala do hidrogênio verde, combustível que terá uma das maiores usinas instaladas no Ceará nos próximos anos

O diretor comentou que o PTI poderá auxiliar na capacitação de pessoas através de um trabalho conjunto com universidades no Ceará. O trabalho estaria focado em mostrar como funciona uma planta de hidrogênio verde a partir de um projeto de pequena escala instalado em Foz do Iguaçu. 

"O que a gente visualiza é uma parceria com o Ceará, é trabalhar uma parceria para ver como podemos transferir conhecimento, estruturação de projetos conjuntos, como podemos capacitar pessoas. Quantas pessoas das Universidades que poderiam ver aqui como funciona os projetos de hidrogênio em uma escala menor? A gente enxerga isso", disse Régis.

Avanço das conversas 

A gente viu as iniciativas no Ceará e me interessei de ver como estava sendo feito isso. Mas foi uma conversa inicial para gente entender como podemos colaborar e entender a questão da capacitação de pessoas e ver como poderíamos fazer uma parceria", disse.
Rodrigo Régis
diretor de negócios e inovação do PTI

Segundo ele, ainda não há previsão para a consolidação da parceria. Ele justifica que o parque sofreu uma queda de receita significativa na pandemia.

"A queda do turismo gerou um impacto de 80% da nossa receita, então ainda estamos gerindo essa crise. Um quarto da nossa receita vem do turismo em Foz do Iguaçu", completou. 

Possível expansão

Além da parceria, Régis comentou que o Ceará está sendo estudado para um possível projeto de expansão do PTI, que envolveria a planta de hidrogênio verde instalada em Foz do Iguaçu. 

O Parque, no entanto, vem conversando com outros estados no Nordeste, como Pernambuco e Bahia, para fechar as melhores condições financeiras do projeto. O diretor de negócios ainda revelou que as iniciativas não estão diretamente ligadas.

Caso o PTI feche uma parceria para instalar a expansão em um local fora do Ceará, o Parque ainda deverá trabalhar para fechar a parceria de troca de conhecimentos e capacitação de pessoas com o Governo do Estado.

"A gente está observando as questões tributárias de incentivos no Estado e nos municípios e estamos olhando os estados no Nordeste que tem feito mais projetos de inovação e quais tem investido mais nesse setor. É uma decisão bem técnica, bem cabeça de engenheiro", comentou Régis.

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