ECR chega ao CE e quer minimizar custos dos setores

Entre as vantagens para quem compra, preços justos ou mais baixos, opções de escolhas e mix adequado ao perfil

Fortaleza foi a capital do Nordeste escolhida para ser a primeira experiência regional da Associação ECR Brasil (Resposta Eficiente ao Consumidor), que tem sede no Brasil, em São Paulo, e que trabalha a colaboração e a inovação para resolver os gargalos existentes, principalmente, entre a indústria e o varejo, com foco na satisfação do consumidor. Entre as vantagens para quem compra, preços justos ou até mais baixos, opções de escolhas e mix adequado a perfil do consumidor.

A copresidência da ERC Nordeste está a cargo de Severino Ramalho Neto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, que assumiu, ontem, a presidência de Varejo, e do empresário Bruno Girão, presidente da CBL Alimentos, que cuida da presidência industrial da nova entidade cearense. A proposta da ECR é que empresas industriais e comerciais, juntamente com os demais integrantes da cadeia de abastecimento, como operadores logísticos, bancos, fabricantes de equipamentos e veículos, empresas de informática, trabalhem em conjunto na busca de padrões comuns e processos eficientes que permitam minimizar os custos e otimizar a produtividade em suas relações.

Severino Neto encara o desafio de forma tranquila e espera ajudar a desenvolver todas as particularidades da ECR no Nordeste, que auxiliará na aproximação do varejo, atacado e indústrias. Ele disse estar bem acompanhado ao lado do empresário Bruno Girão. "Ele é um excelente parceiro e profissional".

Prioridade

Com a chegada da entidade, Severino considera que o consumidor vai encontrar uma diversidade de produtos a preço justo. "A ECR não modifica um momento, ela aprimora. Ela pensa o processo de como o produto sempre pode chegar melhor ao consumidor. Como a questão da qualidade, principalmente no perecível, isso é ganho para o consumidor", avalia. Ele enfatizou que tudo é feito em função do consumidor. "Toda vida que a gente faz mudança de logística é com intuito de baratear o custo de serviço. Não tem nada que se pense que não se inclua o cliente. Tudo é feito por pesquisa".

Para Bruno Girão, por meio da melhor gestão do varejo e da indústria, o consumidor irá se beneficiar de produtos mais baratos, com opções de escolha, e terá, ainda, o mix adequado ao seu perfil. "A escolha do mix correto para o varejo é crucial para entender os hábitos de consumos que são diferentes", diz.

Faturamento maior

Girão considera que, neste momento de crise, é fundamental a indústria e varejo se unirem para entender o cenário.

Ele informou que aproximadamente 15% dos produtos do varejo entram em ruptura, ou seja, o consumidor não encontra no momento da compra o que deseja. Isso pode ocorrer por conta de um erro no pedido, a um estoque errado, nota fiscal que chegou e na conferência não bate, entre outras razões. "O varejo poderia vender 15% a mais se tivesse os produtos que o consumidor quer", afirma. "Sempre prezamos por uma cadeia em harmonia, desde o produtor, passando pelo supermercadista e chegando até o nosso consumidor final, que leva nosso produto para casa. O consumidor hoje quer respostas rápidas, quer ser ouvido, quer qualidade na logística e disponibilidade do produto no ponto de venda", diz Girão.

Inovação

A ambição e a visão de inovação, características dos empreendedores cearenses, foi o que determinou a escolha de Fortaleza, e do Ceará, para ser a regional da ECR, justifica Simone Cioccolani, coordenador da ECR Nordeste. "Já trabalhei na ECR Brasil e também no Ceará e vi a questão do empreendedorismo inovador e colaborativo. E os valores que encontrei aqui são propícios para criar uma base representativa na região", considera.

Cioccolani destaca a importância que esta entidade trará ao Estado, pois todas as boas práticas de colaboração logística vão estar à disposição dos empreendedores daqui. "É uma janela aberta para o mundo. Fortaleza terá uma abertura dentro do network mundial".

A regional Nordeste tem três focos principais, segundo Cioccolani. O primeiro é o de logística integrada, de como fazer a indústria chegar no varejo por meio dos distribuidores de maneiras eficiente. O segundo é a produtividade mais eficiente da cadeia como um todo, como ter custos menores fazendo mais. E o terceiro foco é como chegar nas gôndolas da forma mais atrativa para o consumidor. "Isso é colaboração indústria e varejo. São produtos pensados a duas cabeças".

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