É hora de tomar risco e fazer coisas para dinheiro chegar na ponta, diz Mansueto

O secretário participa de uma live com a empresária do Magazine Luiza e a economista e consultora Zeina Latif

Foto: Foto: Kléber Gonçalves

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta terça-feira, 7, em resposta à empresaria Luiza Trajano que "agora é hora de se tomar risco e fazer coisas para o dinheiro chegar na ponta. O secretário participa de uma live organizada pelos jornais O Globo e Valor Econômico, da qual participam também a empresária do Magazine Luiza e a economista e consultora Zeina Latif.

Luiza Trajano disse ao secretário que considera as medidas adequadas para o momento, mas que se preocupa com o fato de os recursos não estarem chegando rapidamente às mãos de quem precisa.

De acordo com Mansueto, o dinheiro não chegou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda porque se perdeu tempo discutindo os termos do acordo. "O governo se preparou bem para os próximos dois, três meses. Se for preciso algo além de três meses, todo mundo terá que sentar e ver o que fazer", disse o secretário.

Ele acrescentou que está se caminhando para um déficit do setor público de R$ 500 bilhões e que por isso não se pode criar despesas que não sejam relacionadas ao coronavírus.

Mansueto disse também que alguns atrasos se dão por conta de amarras constitucionais. "O que deveríamos estar discutindo agora é por que colocamos algumas coisas na Constituição", disse.

Recursos à saúde

O secretário do Tesouro Nacional disse que o principal desafio agora é garantir que a saúde tenha, em todo o Brasil, os recursos necessários para atender quem precisar acessar o sistema de saúde. "O desafio agora é garantir que a Saúde tenha recursos e que Estados e municípios possam atender quem precisar acessar o sistema de saúde", comentou.

Mansueto afirmou também que é preciso fazer a renda chegar aos necessitados.

"Temos que ajudar na manutenção do emprego. Muitos empresários estão fazendo de tudo para manter o emprego, mas não têm caixa", disse ele, acrescentando que "devemos gastar o necessário neste momento independente do fiscal".