Diferença de preços nos supermercados de Fortaleza chega a 219,7%

Discrepância mais expressiva foi observada no preço do abacaxi, vendido a R$ 2,28 no supermercado mais barato e a R$ 7,29 no mais caro

Legenda: Nove itens apresentaram uma diferença de preços acima de 100%, segundo pesquisa do Procon
Foto: Foto: Kiko Silva

Legenda: O abacaxi e o mamão foram os produtos com maior variação, de 276,72% e 232,32%, respectivamente

Os preços de alimentos e produtos de primeira necessidade, a exemplo dos itens de higiene pessoal, ficaram, em média, 3,57% mais baratos em julho na comparação com junho do ano passado, mas a diferença de preços entre alguns produtos específicos ultrapassa 200%, caso do pimentão (208,1%) e do abacaxi (219,7%).

Os dados integram levantamento mensal do Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Procon Fortaleza). De acordo com os números apurados pela entidade, o conjunto de 60 itens somou R$ 440,65, enquanto no mês passado a soma chegava a R$ 456,98. A pesquisa foi efetuada entre os dias 1 e 3 de julho.

O abacaxi foi encontrado a R$ 2,28 no supermercado mais barato e a R$ 7,29 no mais caro. Já o pimentão (Kg) foi visto a R$ 2,59 no estabelecimento mais barato e a R$ 7,98 no mais caro. O Procon apurou os preços nas regionais I, II, III, IV, V, VI e Centro.

Outros oito itens apresentaram uma diferença de preços acima de 100%, caso do mamão (189,13%); queijo (164,02%); banana (161,57%); laranja (152,53%); alho (116,9%); presunto de peru (116,2%); batata inglesa (107,27%); sabonete (101,01%) e o tomate (100,4%).

Direito do consumidor

A diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, reforça que havendo divergência de preços entre o valor anunciado com o registrado no caixa de pagamento, o consumidor tem o direito de pagar sempre o menor valor.

"O consumidor é a parte vulnerável na relação de consumo e, portanto, qualquer falha na prestação do serviço ou na compra de um produto deve privilegiar e compensar o consumidor", finaliza a diretora do Procon Fortaleza.


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